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Theatro São Pedro anuncia a temporada 2022

O Theatro São Pedro, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, gerido pela organização social Santa Marcelina Cultura, anuncia a Temporada 2022. Dentro da série lírica serão 11 títulos: La Serva Padrona e Livietta e Tracollo, de Giovanni Battista Pergolesi, Os Capuletos e os Montéquios, de Vincenzo Bellini, West Side Story, de Leonard Bernstein, Palestra sobre Pássaros […]

26 de dezembro de 2021

Reportagem de: O Diário

O Theatro São Pedro, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, gerido pela organização social Santa Marcelina Cultura, anuncia a Temporada 2022.

Dentro da série lírica serão 11 títulos: La Serva Padrona e Livietta e Tracollo, de Giovanni Battista Pergolesi, Os Capuletos e os Montéquios, de Vincenzo Bellini, West Side Story, de Leonard Bernstein, Palestra sobre Pássaros Aquáticos, de Dominick Argento, Ópera dos Três Vinténs, de Kurt Weill, Ariadne em Naxos, de Richard Strauss, Viva La Mamma, de Gaetano Donizetti, El Barberillo de Lavapiés, de Francisco Asenjo Barbieri e a estreia mundial da encomenda feita pela Santa Marcelina Cultura: O Canto do Cisne,  de  Leonardo Martinelli, além do espetáculo com os três títulos produzidos pelo Atelier de Composição Lírica.

“Dois eixos se definem dentro da programação lírica de 2022. O primeiro eixo da temporada é a trilogia dos amores impossíveis, que traz títulos que retratam com linguagens musicais distintas o drama dos amantes que não conseguem viver juntos seu amor. A trilogia contempla Os Capuletos e os Montéquios, de Bellini, West Side Story, de Bernstein, e Ariadne em Naxos, de Strauss.

Já o segundo eixo da programação reforça as decisões artísticas dos últimos anos feitas desde que a Santa Marcelina Cultura assumiu a gestão do Theatro São Pedro. A ênfase continua sendo privilegiar o repertório barroco, clássico e do bel canto, e a escolha dos títulos mais contemporâneos e de encomendas de obras.

Dentro deste eixo haverá dois intermezzi de Giovanni Pergolesi, a universal e imortal La Serva Padrona, de 1733, e a menos conhecida, mas absolutamente encantadora, Livietta e Tracollo, composta no ano seguinte. O eixo  contempla ainda duas obras com libretos adaptados de Anton Tchekhov: a primeira audição mundial de O Canto do Cisne, de Leonardo Martinelli (1978- ) e Palestra sobre Pássaros Aquáticos, de Dominick Argento (1927-2019)”, afirma Paulo Zuben, diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura.

A temporada lírica da Orquestra do Theatro São Pedro inicia no mês de março com o programa duplo La Serva Padrona e Livietta e Tracollo, do compositor italiano do período barroco Giovanni Battista Pergolesi (1710 – 1736). A direção musical é de Luis Otavio Santos, especialista em música antiga.  A direção cênica é de Mauro Wrona, Duda Arruk assina o cenário, Mirela Brandi a iluminação, Paula C Paula Gascon, o figurino e Tiça Camargo o visagismo. O elenco é formado por Saulo Javan, (Tracollo/Uberto), Marília Vargas (Livietta/Serpina) e Felipe Venâncio (Facenda/Vespone). As récitas acontecem em 17, 18, 19 e 20 de março.

A temporada prossegue com outro título de um compositor italiano: Capuletos e Montéquios, de Vincenzo Bellini (1801-1835), que será apresentada em abril, em oito récitas. Com libreto de Felice Romani, a ópera não se baseia no famoso texto de Shakespeare, mas em uma fonte italiana da história. Estreada em 1830, no Teatro La Fenice, de Veneza, a obra é um dos maiores sucessos do compositor, e tem como particularidade o fato de os dois protagonistas serem interpretados por mulheres: Julieta por uma soprano, e Romeu por uma mezzo-soprano. Vincenzo Bellini é considerado um dos maiores expoentes do bel-canto, ao lado de Gioachino Rossini e Gaetano Donizetti.

A produção tem direção cênica de Antônio Araújo, fundador do Teatro da Vertigem e diretor artístico da MIT – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. A direção musical é de Alessandro Sangiorgi que comanda a Orquestra do Theatro São Pedro. A montagem conta ainda com a participação do Coral Jovem do Estado. No elenco, destaque para Denise de Freitas e Carla Cottini, que interpretam, respectivamente, Romeu e Julieta. Completam o elenco Aníbal Mancini (Teobaldo), Douglas Hann (Lorenzo) e Anderson Barbosa, baixo (Capelio).

A paixão de Romeu e Julieta volta ao palco do Theatro São Pedro, mas sob um ângulo diferente: com uma montagem original de West Side Story, de Leonard Bernstein (1918-1990). Serão ao todo 25 récitas, entre os meses de julho e agosto. Estreada em 1957, é reconhecida até hoje como um dos maiores títulos da história da Broadway, e conta uma versão atualizada da história de Romeu e Julieta – em um bairro marcado pelo conflito entre gangues de rua, Tony, um trabalhador branco, e Maria, uma jovem garota porto-riquenha, vivem um amor visto como impossível pela sociedade.

Nascido em Nova York, Leonard Bernstein foi uma das principais personalidades da música do século XX, atuando como compositor, maestro, pianista e educador. Foi diretor musical da Filarmônica de Nova York entre 1958 e 1969 – período em que se dedicou à popularização do repertório clássico – e regeu as maiores orquestras do mundo. A direção musical é de Cláudio Cruz, a direção artística fica por conta de Charles Möeller e Cláudio Botelho.

No mês de agosto, o Theatro São Pedro apresenta mais um programa duplo, desta vez, com libretos inspirados em obras do dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860- 1904). A estreia mundial de O Canto do Cisne, ópera encomendada pela Santa Marcelina Cultura ao compositor Leonardo Martinelli (1978- ) e Palestra sobre Pássaros Aquáticos, do norte-americano Dominick Argento (1927 – 2019). Composta em 1974, Palestra sobre Pássaros Aquáticos foi inspirada na peça Os Males do Tabaco, de Tchekhov.

Com direção musical de Gabriel Rhein-Schirato, direção cênica de Livia Sabag, a montagem tem cenário de Renato Theobaldo, figurino de Marcelo Marques, iluminação de Valéria Lovato, e visagismo de Emi Sato. O elenco conta com os experientes cantores: Eliane Coelho (A atriz), Mauro Wrona (O velho ponto) e Lício Bruno (Palestrante). As récitas acontecem nos dias 18, 19, 20 e 21 de agosto.

Em setembro é a vez de subir ao palco do Theatro São Pedro outro título composto por Kurt Weill com libreto de Bertold Brecht: a Ópera dos Três Vinténs, que teve a estreia mundial em Berlim no dia 31 de agosto de 1928, duzentos anos depois da première da obra em que foi baseada: a Ópera do Mendigo (The Beggar’s Opera), de John Gay, de 1728.

A montagem terá direção musical de Ira Levin e direção cênica de Alexandre Dal Farra. No elenco: Leonardo Neiva, (Mac), Lina Mendes, (Polly), Luiza Francesconi, (Jenny), Homero Velho, (Peachum) e Juliana Taino, (Ms. Peachum). Com quatro récitas, a estreia será no dia 01 de setembro.

Já no mês de outubro é a vez do espetáculo composto pelos três títulos produzidos pelo Atelier de Composição Lírica, programa que tem como objetivo fomentar a composição de obras operísticas inéditas

Para encerrar a temporada lírica da Orquestra do Theatro  São Pedro, o título escolhido foi Ariadne em Naxos, de Richard Strauss (1864-1949), Com uma estrutura pouco convencional, a obra conta a história de um compositor trabalhando na encomenda de uma ópera – o primeiro ato, chamado de “prólogo”, mostra o autor às voltas com as exigências de seu patrão, e uma repentina paixão pela atriz Zerbinetta; no segundo, a ópera propriamente dita é apresentada, reunindo elementos de uma ópera séria com cenas cômicas, em que a história do prólogo se mistura com cenas clássicas da história da princesa grega Ariadne. Richard Strauss é, ao lado de Gustav Mahler, o maior representante do romantismo tardio alemão.

Com uma extensa produção musical, Strauss se destacou especialmente na composição de poemas sinfônicos como Don Juan, Assim Falou Zaratustra e Dom Quixote, e óperas como Salomé, Elektra e O Cavaleiro da Rosa. A direção musical é do regente alemão Felix Krieger, e a direção cênica é do argentino Pablo Maritano. Um dos destaques do elenco é a soprano Eiko Senda, no papel de Ariadne. Completam o elenco: os tenores Eric Herrero como Baco, e Giovanni Tristacci como Scaramuccio; Vinicius Atique como Arlequim. Além de Luisa Francesconni (Compositor), Santiago Martinez, (Brighella), Cintia Cunha (Echo), Tatiane Reis (Naiad), Fernanda Nagashima (Dryad) e Luiz Pateow (Mordomo). A montagem estreia no dia 18 de novembro. Ao todo serão oito récitas.

Academia de Ópera e Orquestra

Com o intuito de possibilitar o desenvolvimento artístico de jovens cantores e instrumentistas, o Theatro São Pedro promove performances de artistas em formação. Os dois grupos de estudantes ligados ao teatro, a Academia de Ópera e a Orquestra Jovem do Theatro São Pedro realizam duas montagens originais em 2022, cada uma com quatro récitas.

A primeira será a ópera Viva La Mamma, do italiano Gaetano Donizetti (1797 – 1848), que será apresentada no mês de junho com direção musical de André Dos Santos e direção cênica de Julianna Santos. Em outubro é a vez da Academia e da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro apresentarem El Barberillo de Lavapiés, uma zarzuela do compositor espanhol Francisco Asenjo Barbieri (1823 – 1894).

Além das duas montagens inéditas, a Academia de Ópera do Theatro São Pedro realiza ainda um recital, nos dias 26 e 27 de novembro, inspirado na Semana de Arte Moderna, com autores brasileiros e estrangeiros que permeiam o modernismo.

Espetáculos de balé

A parceria entre o Theatro São Pedro e a São Paulo Companhia de Dança vai homenagear a Semana de Arte Moderna com criações que dialogam com os pensamentos de artistas do período e com trabalhos que partem da fusão de diferentes linguagens artísticas para reinterpretar, à luz do século XXI, os ares de inovação deixados pelos ventos modernistas.

O primeiro programa, que será apresentado no mês de maio, contempla duas coreografias. A primeira Di, coreografia inédita de Miriam Druwe, se inspira na imaginação e no lirismo da obra de Di Cavalcanti (1897-1976) e na peça Choros nº 6, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). Artistas que manifestam impressões do Brasil a partir de um pensamento modernista.

A segunda parte do espetáculo apresenta Madrugada (2021), de Antônio Gomes, embalada pelas Valsas de Esquina, de Francisco Mignone (1897-1986) com orquestração de Rubens Ricciardi. A direção musical e regência é de Cláudio Cruz.

O segundo programa da Orquestra do Theatro São Pedro com a São Paulo Companhia de Dança também apresenta duas coreografias:  Um Sopro…, de Henrique Rodovalho, com cenário e figurinos de Fábio Namatame inspirada nos desenhos de Flávio de Carvalho (1899-1973) para o balé A Cangaceira, do antológico Balé do IV Centenário.

Em seguida, é a vez de Infinitos Traçados (2021), obra idealizada a partir de muitos olhares que traz para a cena sensações e emoções humanas em um espaço pontilhado de luz e sombra. O espetáculo conta com direção de Inês Bogéa concepção e direção cênica de William Pereira e direção musical de Ricardo Balestero.

Concertos Sinfônicos

Em 2022, a Orquestra do Theatro São Pedro comemora o Bicentenário da Independência com dois concertos em maio sob regência de Ricardo Kanji e participação do Coral Jovem do Estado. No programa composições de Dom Pedro I, Marcos Portugal, Padre José Mauricio e Sigismund Neukomm.

O segundo programa da Orquestra acontece em setembro e traz o maestro Ira Levin e a cantora Denise de Freitas como convidados. O repertório é formado por peças dos austríacos Joseph Haydn e Arnold Schoenberg e do compositor tcheco Jan Václav Vorísek.

Fechando a temporada, em dezembro, a Orquestra do Theatro São Pedro e a Academia de Ópera apresentam um concerto de fim de ano, sob regência de André Dos Santos com trechos e árias de óperas como As Alegres Comadres de Windsor de Carl Otto Nicolai e La Rondine, de Rossini.

Temporada de Música de Câmara

A temporada de música de câmara reunirá trinta apresentações com artistas brasileiros convidados, músicos da Orquestra do Theatro São Pedro e cantores da Academia de Ópera. A programação vai comemorar o Bicentenário da Independência e a o Centenário da Semana de Arte Moderna. Entre os convidados estão músicos como Ricardo Kanji, Guilherme Camargo, Edmundo Hora, André Micheletti e Juliano Buosi.

A temporada terá ainda uma programação sob direção musical do pianista Ricardo Ballestero que propõe criar um percurso entre dois importantes ciclos temporais: o primeiro, de 1822 a 1922, que perpassa desde a Independência do Brasil até a Semana de Arte Moderna; e o segundo, de 1922 até 2022, refletindo sobre as inquietações que o movimento modernista discutiu e as respectivas transformações que ecoaram nas artes até a atualidade.

Outro destaque da programação é a série de concertos e palestras: Semana de Arte Moderna: passado, presente e futuro (1922-2022) que terá a curadoria de Camila Fresca.

O Theatro São Pedro fica na rua Barra Funda, 161, bairro da Barra Funda, São Paulo. Informações: (11) 3661-6600.

 

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