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Versão 250TSI Highline reúne tudo o que há de melhor no novo Volkswagen T-Cross

Versão 250TSI Highline é a de topo de linha do VW T-Cross e traz tudo que o SUV compacto pode ter (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Na versão mais básica, o Volkswagen T-Cross parte de R$ 84.990 com motor 1.0 200TSI de até 128 cavalos e câmbio manual. Na “top” 250TSI Highline, a VW oferece o modelo por preços a partir de R$ 109.990. Com todos os opcionais e pintura bicolor, o T-Cross Highline pode chegar até R$ 128.630, já próximo da faixa dos SUVs médios, como o Jeep Compass. A VW caprichou bastante no desenho do T-Cross. Por fora, é ligeiramente menor que os rivais Hyundai Creta, Nissan Kicks e Jeep Renegade. Contudo, com suas formas robustas, o entre-eixos grande herdado do Virtus e as colunas traseiras largas, o crossover parece maior do que realmente é.
A frente alta é dominada pela grade ampla, ladeada por faróis em LED com luzes diurnas de mesma tecnologia. O para-choque frontal traz faróis de neblina destacados e uma barra cinza com o nome T-Cross em baixo-relevo. As portas traseiras grandes reforçam a impressão de maior tamanho e facilitam o acesso ao interior. As rodas de liga leve aro 17 polegadas com acabamento cinza são elegantes. A linha de cintura alta e o teto reto reforçam o “estilo SUV” do crossover, que ostenta na traseira grandes lanternas em LED, unidas por uma “ponte” de refletores estendida transversalmente. A tampa do bagageiro tem um defletor de ar envolvente, com acabamento preto.

O T-Cross é equipado com motor 1.4 turbo de 150 cv nesta versão, o que deixa o SUV bastante esperto (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

O motor da versão 250TSI Highline é um 1.4 litro turbo de quatro cilindros flex, que entrega 150 cv de potência a 4.500 rpm e 25,5 kgfm de torque em 1.500 rpm, com qualquer combustível. O motor também é adotado no Tiguan Allspace e no Jetta e segue a tendência do “downsizing”.
Em termos de equipamentos, todos os T-Cross vêm com controle de estabilidade (ESC), seis airbags, freios a disco nas quatro rodas com ABS, bloqueio eletrônico do diferencial, direção elétrica e ajuste de altura e distância para o volante, assistente para partida em rampas (Hill Hold), sensores traseiros de estacionamento, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, faróis com função Coming & Leaving – que se mantém acesos alguns segundos após o carro ser desligado, para que o motorista tenha luz para entrar em casa, por exemplo -, de neblina com função “cornering” – que ilumina mais a direção para onde o volante está apontado -, luzes de condução diurna e lanternas em LED, banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível, suporte para smartphone com entrada USB, travas e vidros elétricos e volante multifuncional.

O T-Cross 250TSI Highline também se destaca pela ampla oferta de equipamentos que traz de série (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

As configurações equipadas com transmissão automática acrescentam controle de velocidade, apoio de braço central com porta-objetos, volante multifuncional revestido de couro, comandos no volante para troca manual de marchas, duas entradas USB para o banco de trás, saída traseira de ar-condicionado e sistema de som Composition Touch com tela colorida sensível ao toque de 6,5 polegadas e App-Connect. Na versão Highline, o modelo incorpora iluminação ambiente em LED, sistema start-stop, partida sem o uso de chave, retrovisores com rebatimento automático, sensores de chuva e crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, bancos revestidos em couro e detector de fadiga do motorista. Opcionalmente, pode agregar cluster digital, central Discover Media, comando de voz, entrada USB no console central e seletor dos modos de condução, pintura de carroceria em dois tons, assistente de estacionamento, faróis full-LED, som com a grife Beats e teto solar panorâmico com persiana elétrica.
O T-Cross Highline une o porte de SUV compacto com um pacote tecnológico típico do segmento médio. Na versão avaliada, dotada de todos os pacotes de opcionais, estão presentes o assistente de estacionamento Park Assist, teto solar panorâmico, faróis full-LED, som premium Beats com subwoofer e acabamento em couro. Apesar de ser um conteúdo bastante completo, pelos R$ 126.240 pedidos por essa versão cheia de opcionais, poderiam estar presentes alguns sistemas de segurança semi-autônomos que andam em moda na indústria automotiva, como o alerta de colisão, o assistente de faixa e o piloto automático adaptativo.

No interior espaçoso predominam os tons claros e o painel digital e a moderna central multimídia ((Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

O espaço é generoso para um SUV compacto – o entre-eixos de 2,65 metros resulta em boa área livre para quem viaja no banco traseiro. A posição de dirigir elevada agrada aos fãs do segmento. O predomínio dos tons claros e a mistura de texturas no painel é agradável, no entanto o acabamento adota predominantemente plásticos duros. Os bancos em couro que mesclam tons de cinza claro e cinza escuro agradam pelo visual e pelo conforto. Há duas entradas USB e difusores de ar para quem viaja atrás. Os pedais esportivos são estilosos e refinados, porém, o suporte para celular dá ao habitáculo um aspecto um tanto “proletário”, inusitado em uma versão topo de linha, mas pode ser facilmente removido. O porta-malas de 373 litros se amplia com ajuste do encosto para 420 litros.
A configuração Highline 250 TSI do crossover foi desenvolvida para andar bem e impressionar dinamicamente. Com 150 cavalos e 25,5 kgfm, o motor é bastante elástico. Com a opção de quatro modos de condução – Normal, Ecológico, Esportivo e Individual -, é possível explorar diferentes aspectos do “powertrain”. Mesmo no modo Eco, o modelo responde bem nas retomadas e não vacila nas ultrapassagens. Já no modo Sport e com o recurso de se fazer as mudanças manuais do câmbio Tiptronic de seis marchas em “paddles shifts”, o potencial de dirigir esportivamente é ampliado. O bom torque em baixas rotações, principal característica dos motores TSI, mostra seu valor no T-Cross com vigor. O câmbio automático tem relações longas e não é tão rápido nas trocas, mas permite uma tocada esportiva.
A dinâmica do T-Cross Highline é próxima à de um carro de passeio. A direção elétrica é adaptativa – enrijece em altas velocidades, dando uma boa sensação de controle ao carro, e se torna extremamente leve nas manobras de estacionamento. Os freios bem dimensionados são precisos. A suspensão é macia, ajustada para oferecer conforto e atenuar a buraqueira das ruas. Um “efeito colateral” dessa opção é alguma inclinação da carroceria nas curvas e nos desvios rápidos de trajetória, típica de modelos altos e com suspensão elevada. O Park Assist oferece auxílio para estacionar em vagas perpendiculares e com 45 graus. A função faz as manobras de saída e pode até frear o carro mesmo quando quem está no comando é o motorista, caso o sistema perceba o risco de uma colisão. (Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

Ficha Técnica
Volkswagen T-Cross Highline 250TSI 2020

Motor: quatro cilindros, turbo, flex, 1.395 cm³
Potência: 150 cavalos a 4.500 rpm
Torque: 25,5 kgfm a 1.500 rpm
Transmissão: automática de 6 marchas com mudanças na alavanca e no volante
Tração: dianteira
Suspensão: dianteira com McPherson e traseira com eixo de torção
Direção: elétrica
Freios: disco nas quatro rodas com ABS e EDB
Rodas/Pneus: liga leve aro 17 com pneus 205/55 R17
Carroceria: utilitário esportivo com quatro portas e cinco lugares
Dimensões: 4,20 metros de comprimento, 1,75 metro de largura (sem retrovisores), 1,57 metro de altura e 2,65 metros de entre-eixos
Peso em ordem de marcha: 1.292 kg
Tanque: 52 litros
Porta-malas: 373/420 litros
Preço: R$ 126.240 (na cor Vermelho Crimson e com os pacotes de opcionais Sky View, Innovation e Tech & Beats da versão avaliada)

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