Vacina salva vidas: como a família Hallage e Gondim venceram a Covid
A família Hallage e Gondim Teixeira credita à vacina os sintomas leves e a recuperação da Covid-19 que atingiu, num efeito cascata, o engenheiro Jamil, de 95 anos, conhecido por ter conduzido as obras mogianas como a das rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga, a mulher dele, Lourdes, de 88 anos, a filha, Jane, e o genro, […]
22/08/2021 17h04, Atualizado há 60 meses
A família Hallage e Gondim Teixeira credita à vacina os sintomas leves e a recuperação da Covid-19 que atingiu, num efeito cascata, o engenheiro Jamil, de 95 anos, conhecido por ter conduzido as obras mogianas como a das rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga, a mulher dele, Lourdes, de 88 anos, a filha, Jane, e o genro, o médico e ex-deputado Luiz Carlos Gondim Teixeira. Algumas semanas após a internação de três dos quatro ex-pacientes, Gondim Teixeira afirma que poderia não ter a oportunidade de contar essa história, não fosse as duas doses da CoronaVac, que já havia recebido.
A edição deste final de semana de O Diário trouxe uma reportagem especial apresentando dados sobre a vacina e avaliações de especialistas sobre o atual momento vivido pelo País e mundo (leia aqui).
Diabético, o político apresentou sintomas leves e como já tinha perdido para o coronavírus três médicos que trabalhavam em plantões hospitalares nos últimos meses, fez o teste em uma sexta-feira. Deu negativo. Jane tinha apresentado pequena irritação na garganta e dor no corpo. Como ela iria passar o dia com o neto, mas antenada com os sintomas, resolveu fazer um teste de farmácia. Deu positivo.
A partir daí, os quatro e uma das cuidadoras do casal Hallage tiveram a doença. Jamil ficou internado no Hospital Beneficência Portuguesa por três dias. Lourdes, que tem problemas pulmonares e usa oxigênio diariamente, ficou uma semana hospitalizada, sendo 5 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Gondim ficou mais tempo: 9 dias. Diabético, com rouquidão e febrícula, foi ao Hospital H Cor, em São Paulo, onde tomografia mostrou o comprometimento de 20% do pulmão, o que exigiu a medicação hospitalar e tratamentos como a recuperação da capacidade respiratória.
“Não estava mal, o que deprime, mesmo, é ficar no hospital, sozinho, sem a família, e em meio a essa situação criada pela pandemia”, disse. Para o médico, a vacinação dos quatro (sendo que Jane havia tomado apenas a primeira dose) foi determinante para a recuperção, volta para casa, e a vida que segue. Da experiência e do contato com muitos pacientes e amigos que enfrentaram a Covid, ele observa que há muitas pessoas que confundem os sinais da doença, com sinusite, faringite, resfriado e gripe. “Isso atrasa o início da medicação e do tratamento, o que pode ser fatal, quando pessoas, como eu, tratam de diabetes”.
Nesse caso familiar, os sintomas iniciais foram diferentes, assim como a graduação das complicações. “Nós temos a Lourdes, com 88 anos e um quadro delicado, problemas pulmonares e reanis (leves). Temos a certeza que a vacina atenuou a atuação do vírus”. Jane conta que além da imunização acredita que o rápido início do tratamento, com as internações, foi decisivo.
Como pai e mãe estavam com vírus ao mesmo tempo, ela e a irmã, Márcia, dispensaram as cuidadoras (uma delas, inclusive, também contaminada pelo vírus) e foram cuidar dos pais em casa, após o retorno do hospital. Desde o ano passado, lembra ela, os cuidados foram intensos por causa da idade dos pais.
“Máscara, álcool, mas não deixamos de viver e de ir vê-los”, comentou. Gondim acredita que ainda há um descuido generalizado com a gravidade, agora, das variantes do vírus. “Muitos não usam mais a máscara, ou usam de forma errada. A vacina protege, mas não é 100%, e ainda temos um ritmo de vacinação muito lento”, opina, contando que tem recomendado as pessoas a cuidarem também da imunidade, com o reforço de vitaminas como a C e D, e a hidratação. Sobre o futuro, o ex-deputado adverte: “Ainda estamos reféns, com a cobertura vacinal ainda reduzida. Veja a Espanha, que reabriu para turismo, e agora fecha novamente.No Brasil ainda falta o exemplo de cima, que não é dado nem pelo presidente. É difícil prever o futuro, por isso, a prevenção é tão importante”.