Vagalume custa R$ 1,5 milhão/mês e promete elevar capacidade do antigo Pró-Criança
A partir de segunda-feira(6), o público de zero a 12 anos e 11 meses passa a ser atendido no Vagalume Saúde Infanfil, serviço municipal que substitui o Pró-Criança, criado no governo do ex-prefeito, Junji Abe. Resultado de um investimento próprio estimado em cerca de R$ 1 milhão, e com a previsão de um custeio mensal […]
04/03/2023 15h17, Atualizado há 41 meses
A partir de segunda-feira(6), o público de zero a 12 anos e 11 meses passa a ser atendido no Vagalume Saúde Infanfil, serviço municipal que substitui o Pró-Criança, criado no governo do ex-prefeito, Junji Abe. Resultado de um investimento próprio estimado em cerca de R$ 1 milhão, e com a previsão de um custeio mensal de R$ 1,5 milhão, o equipamento rebatizado com outro nome, promete realizar 11 mil procedimentos por mês, número superior ao ofertado anteriormente segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes.
Durante a pandemia, no ano passado, o local chegou a contabilizar mais de 10 mil procedimentos em um mês; porém, a média, costuma ser de 6,5 mil consultas e outras intervenções.
Com uma estrutura física maior do que a do prédio antigo, localizado em um imóvel alugado, porém no mesmo bairro do Mogilar, o Vagalume foi inaugurado na manhã deste sábado (4).
Com salas coloriadas, equipadas com móveis novos, decoradas de maneira lúdica e petiscos como uma pista para carrinhos, o serviço tem na ampliação do número de consultórios, passando de 4 para 6, dos aparelhos para inalação, de 10 para 15, e dos leitos para emergência médica, de 1 para 3, e 100 lugares para os acompanhantes na recepção; o diferencial que promete corrigir queixas de pais em períodos de maior demanda por atendimento no antigo endereço.
Os pais deverão sentir a diferença que visitantes e servidores da saúde notaram ao percorrerem as dependências modificadas do antigo Pró-Mulher que ali funcionou e está instalado ao lado da sede da Secretaria Municipal de Saúde, na rua Manoel de Oliveira, 30. Também é vizinho do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, e servido por linhas de ônibus.
Acolhimento específico para TEA (Transtorno do Espectro Autista) e uma farmácia são inovações – antes, os pais tinham de retirar medicamentos receitados em postos da rede municipal.
Ao explicar a mudança do nome do pronto atendimento infantil municipal, de Pró-Criança para Vagalume, o prefeito Caio Cunha (PODE) assinalou a meta de oferecer ao público um conceito de modernização e humanização da Medicina para fazer de um momento tenso – a busca do fim da dor ou de um sintoma de doença – algo mais acolhedor e menos apavorante para as crianças.
“Não é mudar o nome, por mudar. Mudou-se um conceito que, talvez, há 20 anos, não tinha. Não havia essa percepção de modernidade, por isso é mas do que estrutura. Quando a criança vai para o hospital, já delibitada, ela fica apavorada. Então, tudo o que a gente pode fazer para minimizar essa dor, essa tensão (nós fizemos), o que é muito mais interessante e receptivo às crianças”, explicou Caio.
Questionado sobre o batismo do projeto, ele respondeu: “Vagalume tem um conceito de trazer uma luz para a saúde infantil”.
Especial
O atendimento ao TEA será feito em um ambiente azulado e no consultório especifico às crianças com esse perfil, a iluminação não será direta. Medidas adotadas para atenuar a mudança de rotina durante uma consulta médica.
O prefeito afirmou que, assim como em outros setores, educação, assistência social e saúde, a criança e a primeira infância seguem como foco de ações que pretendem valorizar o desenvolvimento das novas gerações.
Em Braz Cubas
O atendimento pediátrico também continuará sendo oferecido no Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, em Braz Cubas – também ao custo de R$ 1,5 milhão/mês, segundo o secretário municipal de Saúde, William Harada.
O que virá
Dois serviços que a serem inaugurados nos próximos meses são o Caps Infantil, que vai atender no prédio construído no bairro do Rodeio, e o Unica Infantil.
Maternidade
O destino do prédio da Maternidade Municipal, planejada e executada nas gestões anteriores de Marco Bertaiolli e Marcos Melo, depende do sucesso na busca de aporte financeiro dos governos do Estado e federal, segundo destacou Caio Cunha. E, óbvio, contará com alguma contrapartida do município. A vocação regional do endereço é salientada.
O prefeito, que permaneceu a última semana em um congresso em Medelin, na Colombia, em busca da troca de experiências para o atendimento a comunidades vulneráveis, lembrou que o setor de saúde está se reorganizando após o impacto e mudanças impostas pelo enfrentamento da pandemia.
Sem ajuda federal e estadual, reafirmou, a cidade não tem condições financeiras de abrir a maternidade, como o prefeito vem afirmando desde o início do mandato.
VEJA TAMBÉM: Na Câmara, durante audiência, o secretário William Harada também destacou a impossibilidade de o município arcar com a abertura da nova maternidade.
O gestor demonstra expectativa positiva no processo de recomposição entre as prefeituras e bloco político regional (por meio do Condemat, o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, presidido por ele) com o governador Tarcísio Damásio (Republicanos) que está a caminho de fechar os primeiros 90 dias à frente do governo do Estado.
E comentou que conta com o apoio do deputado André do Prado (PL) que participou da inauguração, e, inclusive em seu discurso, destacou a necessidade de união regional na pressão por recursos estaduais e federais para a abertura de uma maternidade, “que não seria para atender apenas Mogi, mas toda a região, que possui um deficit nesse setor”.
Quem foi
Além de parte dos vereadores e do secretariado do governo Caio Cunha, entre os convidados para a inauguração estavam os prefeitos de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, e de Guararema, José Luiz Eroles Freire, ambos do PL, e também o ex-vereador e ex-secretário de Saúde, Francisco Moacir Bezerra, e o ex-vereador Mauro Araújo.
Médico, Chico Bezerra, quando foi secretário no governo de Marcos Melo, tentou, mas não conseguiu transferir o Pró-Criança para um prédio maior, na rua Santana. Ele aprovou a mudança: “Era uma necessidade ampliar a capacidade fisica e de atendimento da saúde infantil”, comentou ele.