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Vereador ‘Farofa’ assina carta de número 25 contra pedágio em Mogi

Nesta terça-feira (8), o vereador Fracimário Vieira de Macedo (PL), o Farofa, da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita […]

Por O Diário
07/06/2021 19h22, Atualizado há 62 meses

Nesta terça-feira (8), o vereador Fracimário Vieira de Macedo (PL), o Farofa, da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra.

Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê, apontando os prejuízos que a praça de cobrança poderá provocar ao município e à região.
O texto não tem interferência editorial do jornal e apresenta as justificativas e defesas do próprio convidado que utiliza o espaço para expor seus argumentos contra o pedágio.

Ao Governo do Estado

Venho por meio desta manifestar o meu posicionamento contra o plano da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, que prevê a instalação de praças de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra (SP-88) e Mogi-Bertioga (SP-98), as duas principais vias que atendem o município de Mogi das Cruzes.  

Desde que esse projeto foi lançado pelo governo do Estado venho lutando para impedir que os técnicos da Artesp levem essa proposta adiante, especialmente no caso da Mogi-Dutra. 

É importante destacar que o meu posionamento reflete o anseio da população que represento.

Levar esse projeto adiante é um desrespeito e falta de reconhecimento com os moradores da região que o ajudaram a se eleger na esperança de que o seu governo pudesse trazer benfeitorias, em vez de penalizar a população com uma praça de pedágio na porta de entrada da cidade.

Isso iria promover um grande impacto negativo no desenvolvimento econômico e social do município mais promissor da Grande São Paulo. É preciso considerar que a Mogi-Dutra, construída na década de 70 com recursos do povo, é uma das principais vias usadas para o escoamento da produção do município, que além de ser forte na agricultura, concentra grandes indústrias, tem comércio expressivo e gera milhares de empregos na região.

Os agricultores de Mogi das Cruzes, que está no centro do cinturão verde do Alto Tietê, e abastece a Grande São Paulo, serão prejudicados com a falta de igualdade de condições para competição com produtores de outras regiões do Estado.
A cobrança de tarifa também elevará os custos para os usuários da rodovia, que já pagam pedágio na Ayrton Senna e Presidente Dutra para chegar a São Paulo, a pouco mais de 50 km.

A cidade também ficaria dividida ao meio, porque o pedágio iria isolar os bairros localizados na Serra do Itapeti. Os moradores destas localidades teriam dificuldade para vir à cidade para trabalhar, estudar, fazer compras, passar por uma consulta médica.

Temos convicção, senhor governador, que essa não é a maneira correta de arrecadação do governo do Estado sobre a nossa região. Podemos melhorar as nossas estradas por outras vias de geração de receita.

Francimário Vieira de Macedo (Farofa)
Vereador (PL) da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

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