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Vereadores defendem vacina para autistas e asmáticos graves sem receita

Três grupos foram defendidos por vereadores, em sessão da Câmara Municpial, para serem atendidos preferencialmente na fila da vacina contra a Covid-19. Um desses grupos é o de puérperas que haviam sido agendadas, no meio do mês, quando uma determinação do Ministério da Saúde suspendeu o atendimento a esse grupo de mulheres. O problema foi […]

Por O Diário
26/05/2021 19h32, Atualizado há 63 meses

Três grupos foram defendidos por vereadores, em sessão da Câmara Municpial, para serem atendidos preferencialmente na fila da vacina contra a Covid-19. Um desses grupos é o de puérperas que haviam sido agendadas, no meio do mês, quando uma determinação do Ministério da Saúde suspendeu o atendimento a esse grupo de mulheres.

O problema foi relatado pelo vereador Milton Luis da Silva (PSD), o Bi Gêmeos, que apresentou um vídeo, na sessão de terça-feira (25), com uma mãe explicando que algumas mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias, e com comorbidade, deveriam ter o direito à vacina, embora, esse prazo (45 dias) tenha sido ultrapassado, por causa da suspensão da aplicação das doses, inicialmente.

Essa situação, segundo a Coordenadoria de Comunicação, da Prefeitura, está sendo solucionada, bastando, para isso, um novo agendamento pelas puérperas que foram prejudicadas..

“Sobre as puérperas, basta que elas façam um novo agendamento e levem no dia da imunização o comprovante do primeiro agendamento, para que sejam vacinadas, sem qualquer prejuízo”.

Veja também: Mogi das Cruzes inicia nesta quinta-feira,(27) o agendamento para a vacinação de pessoas com mais de 40 anos, que tenham comorbidade.

O médico e presidente da Câmara, o vereador Otto Flôres Rezende, do PSD, se revelou indignado com o fato de, alguns de seus pacientes, que têm asma grave, mas não levaram a receita para receber a dose, tenham voltado para a casa sem a primeira imunizado.

Após pontuar cursos e graduções, na especialidade que exerce, Rezende considerou um absurdo a experiência vivida pelas pessoas que o procuraram. “Será que um laudo, feito por um médico especialista, como eu, não vale?”, questionou.

Sobre esse assunto, a Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que a determinação do Governo do Estado será seguida por Mogi das Cruzes.

“A norma técnica determina que somente asma grave com uso de corticoide sistêmico (o que não inclui uso de medicação inalatória – bombinha), por isso precisa da receita. Em cada caso, a documentação do paciente será analisada”, trouxe a nota.

Espectro Autista

Já o vereador Marcos Furlan (DEM) solicitou e teve o apoio da maioria dos vereadores, a inclusão entre os grupos prioritários as pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Sem uma regra nacional,  somente em alguns estados, esse grupo já está sendo atendido. Em São Paulo, pais ainda esperam por essa assistência, e já existe, inclusive, ações judiciais defendendo esse acesso.

Furlan lembrou que essa parcela da população enfrenta, na pandemia, sérias dificuldades porque não consegue, por exemplo, manter o uso das máscaras em público. 

Atualmente, podem ser vacinadas, pessoas com deficiência permanente. Esse atendimento começou a ser feito, em Mogi das Cruzes, no início do maio, quando a Prefeitura divulgou as normas que precisam ser atendidas.

A vacinação a essa parcela da população era muito esperada porque pessoas com deficiência, em diversos casos, possuem comorbidades, que agravam os riscos diante de uma infecção pelo coronavírus.

 

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