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Vereadores denunciados por suspeitas de corrupção serão interrogados pela CEI

Os vereadores serão convocados pela à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Corrupção para prestar esclarecimentos sobre o envolvimento deles em denúncias feitas à Justiça pelo Ministério Público (MP), no âmbito da Operação Legis Easy, por suspeitas de organização criminosa, recebimento de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro.   A presença deles no prédio do Legislativo […]

Por O Diário
10/11/2020 20h33, Atualizado há 69 meses

Os vereadores serão convocados pela à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Corrupção para prestar esclarecimentos sobre o envolvimento deles em denúncias feitas à Justiça pelo Ministério Público (MP), no âmbito da Operação Legis Easy, por suspeitas de organização criminosa, recebimento de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro.  

A presença deles no prédio do Legislativo foi autorizada pelo titular da 3ª Vara Cível de Mogi, Tiago Ducatti Lino Machado, a pedido da CEI que investiga os contratos públicos citados no processo pela promotoria por indícios de favorecer empresários dos setores de construção civil e da saúde.  

Os parlamentares, afastados de suas funções desde a realização da operação, no início de setembro, pelo juiz que impôs essa condição para que eles possam responder ao processo em liberdade, são: Antonio Lino (PSD), Carlos Evaristo (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Francisco Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB).  

Além dos vereadores, o Lino Machado concordou com a convocação dos empresários também proibidos de acessar prédios públicos e de ter qualquer tipo de contato entre eles.

Pedro Komura explica que agora a CEI terá que fazer uma nova agenda de reuniões, porque “o trabalho tem e vai ser concluído até o final do ano”, quando se encerra o atual mandato.

Foi definida para o dia 19 – primeira quinta-feira após a eleição -, a convocação da empresária Carla Salvino Bento, representante da MF Assessoria e Serviços, contratada para controlar, operar e fiscalização de portarias e edifícios da autarquia pelo MP. A empresa é suspeita de favorecimento e repasse de verbas para agentes políticos.

Também serão ouvidos os empresários Leonel Joel Zeferino, Carlos César Claudino de Araújo (irmão de Mauro Araújo) e Pablo Bezerra.

A agenda para interrogar os demais será definida também na próxima semana. Komura acredita que serão necessárias fazer reuniões diárias, “mas com muito cuidado e planejamento para evitar que eles se encontrem no prédio”, pontua ele.

 A CEI está na segunda fase das investigações. Na primeira etapa, os integrantes da Pasta, integrada por Clodoaldo de Moraes (PL) e Rodrigo Valverde (PT), não confirmou as suspeitas do MP com relação a indícios de mudanças do zoneamento da Vila Oliveira. Foram ouvidos ainda representantes da Prefeitura, do Conselho da Cidade e outros vereadores que negaram qualquer tipo de interferência no processo.

Todos os denunciados negam participação no esquema. 

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