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Vice-prefeita Priscila Yamagami quer ampliar atuação em Mogi

Qual sua avaliação da atual representatividade das mulheres na política mogiana? Como primeiro nome feminino no Executivo, espero que não seja o último e que a gente consiga fazer um bom trabalho, representar bem as mulheres mogianas como um todo e orgulhar estas pessoas com nosso papel. Sabemos das dificuldades da multitarefa, dos dilemas para […]

Por O Diário
08/01/2021 14h24, Atualizado há 67 meses

Qual sua avaliação da atual representatividade das mulheres na política mogiana?

Como primeiro nome feminino no Executivo, espero que não seja o último e que a gente consiga fazer um bom trabalho, representar bem as mulheres mogianas como um todo e orgulhar estas pessoas com nosso papel. Sabemos das dificuldades da multitarefa, dos dilemas para se encorajar e fundar estes postos e fazer o melhor possível para orgulhar todos os mogianos.

Como ampliar isso?

Criar e aprimorar as políticas públicas para as mulheres, dar condições para que possam ir a estes espaços exercer plenamente seus papéis, com segurança, desenvolvimento econômico, empregabilidade, empreendorismo e educação para a mãe ficar tranquila em relação aos filhos. É um olhar integral para as políticas públicas que possibilitem que esta mulher venha a ocupar estes espaços. Instituições públicas e privadas precisam deste olhar de carinho e acolhimento para as mulheres e líderes, a fim de que possam disputar estes espaços. Acredito na rede de apoio entre as mulheres, para trocarem dificuldades e dilemas. Entendo que muitos problemas são comuns e, com uma apoiando a outra, acontece a ajuda mútua, facilitando a vida para as mulheres, nas lideranças políticas, instituições privadas, salas de aula, em todos os setores. Tem que trabalhar para encontrar e estimular as mulheres.

Como pretende atuar no cargo de co-prefeita?

Geralmente, o vice fica na expectativa de, na falta do prefeito por viagem ou algum outro motivo, poder executar o trabalho. Não vejo assim e o Caio veio com a ideia de co-prefeita e diz que não vai ter uma vice, mas sim que a cidade terá dois prefeitos. Eu não queria ouvir outra coisa. Estamos alinhados no projeto para a cidade e houve afinidade pelo meu histórico ligado à educação, ao social, empreendedorismo e bandeiras que já trabalho há anos. E não tem como não atuar nisso, dividindo e assumindo estas frentes, sempre respeitando nosso projeto, que é de mais pessoas e não apenas do Caio e da Priscila. É surpreendentemente positivo. Dois prefeitos com a mesma sintonia e propósitos são bem-vindos. 

Como romper com o estigma da figura decorativa do vice-prefeito?

Não sei como os vices atuaram em governos anteriores, mas vou fazer meu papel. Se isso for o que já se faz, ótimo. Se for inovador, ótimo também. Conversei com representantes vices, que fazem o papel paralelo de andar com o prefeito. A cidade, população, trabalhos e segmentos ganham com um vice atuante.

Você deve coordenar as secretarias. O que espera do trabalho das mulheres que comandam as sete pastas?

O importante é a competência técnica, mas claro que o olhar da mulher é completamente diferente do homem. Não é uma disputa, mas a complementaridade de perfis, que é muito bacana. 

Como professora e acompanhando as demandas da Educação, de que forma pretende atuar nesta área?

Todas as secretarias são especiais, mas a Educação, por ser minha área de atuação profissional, quero que tenha no prefeito e na vice um acolhimento. Espero que os professores saibam que são apoiados, que serão ouvidos e que terei este compromisso de valorizá-los, em um ambiente seguro e de confiança. Faço questão de que tenham no papel institucional, o apoio e valorização de forma efetiva. A educação é a saída de tudo e a secretaria precisa ter conexão total para que isso aconteça do jeito que acreditamos.

Quais as principais demandas das mulheres?

Na pandemia, vimos números da violência contra a mulher e é preciso cuidar com carinho, olhar de frente, tratar disso fortemente. Além disso, temos a demanda de trabalho para as mulheres, não só em termos de empregabilidade, mas de empreendedorismo, da questão financeira de forma mais eficaz. Empreender na maternidade é possível, alinhando renda com novos negócios ligados à rede de apoio e ficando mais com os filhos. Há dificuldade para conciliar tudo e precisamos fortalecer isso. Então, temos as questões da violência e segurança de forma geral, da renda, finanças, união, participação na política e nas lideranças de bairros, geração de emprego e saúde da mulher. Acredito neste olhar desde a prevenção, mas sei que é preciso capacitar servidores para atender as mulheres de forma diferenciada

E os principais desafios?

Estamos mudando o estilo de mandato, que vem de uma continuidade. Não vou julgar o mérito, mas esta mudada de chave no continuísmo do mandato que vinha e esta inovação são bem vistas para o próprio bem dos servidores, da cidade e de todos. O desafio é mudar esta chave de forma tranquila para a cidade e para a gestão. Os outros desafios são a pandemia, a segunda onda, o número de casos aumentando de novo, os cortes, equilibrar saúde com economia… Tudo isso é um desafio gigante, além de fazer uma gestão inovadora e com mais resultados.

Como deve ser o relacionamento com a Câmara?

 Deve ser dos mehores porque um precisa do outro e vamos conseguir ter uma boa relação com o futuro legislativo, porque a causa é a cidade e não pode haver oposição em relação à cidade. No que puder articular a relação com a Câmara, farei todo o esforço e o Caio também.

Vai continuar atuando no grupo de formação de lideranças femininas na política?

Com certeza. O grupo Vamos Ocupar a Cidade (VOC) teve 33 mulheres candidatas a vereadoras, nenhuma laranja. Vamos continuar este trabalho para formar lideranças políticas, em um raio de ação maior na Prefeitura e Legislativo, dando as mãos a outras cidades do Alto Tietê.

PRISCILA YAMAGAMI kÄHLER

Nascida em São Paulo, ela morou em Suzano, onde estudou na E.E. Geraldo Justiniano Rezende Filho. O primeiro emprego foi como escriturária no banco Bradesco. Formou-se no técnico em Contabilidade e em Propaganda e Marketing na Universidade Paulista (Unip), dando início à carreira de vendedora. Anos mais tarde, começou a lecionar. Fez pós-graduação em Gerenciamento Estratégico de Marketing (UBC), onde coordenou os cursos de Comunicação e Recursos Humanos. Também foi coordenadora da Faculdade de Tecnologia de Mogi (Fatec). É, ainda, pós-graduada em Marketing Turístico (Senac) e deu aulas na Universidade Nove de Julho (Uninove). O mestrado em Comunicação Social foi concluído na Universidade Metodista de São Paulo. Casada com Reinaldo Kähler, é mãe de Yane, 9 anos

 

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