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Volta Fria terá obras em abril, mas ponte sobre o rio Tietê vai exigir novo projeto

A Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo tem uma boa e uma má notícia para os mogianos. A boa: finalmente, depois de seguidos adiamentos, foi anunciado que as obras de retificação e pavimentação de 12 km da estrada da Volta Fria, nos territórios de Mogi das Cruzes e Suzano, deverão ser […]

Por O Diário
13/02/2022 09h20, Atualizado há 54 meses

A Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo tem uma boa e uma má notícia para os mogianos.

A boa: finalmente, depois de seguidos adiamentos, foi anunciado que as obras de retificação e pavimentação de 12 km da estrada da Volta Fria, nos territórios de Mogi das Cruzes e Suzano, deverão ser iniciadas no final do mês de abril.

A má: o projeto da ponte sobre o rio Tietê, naquela mesma estrada, na altura do bairro do Rio Abaixo, teve de ser desmembrado do original, já que depende de autorizações específicas, relacionadas ao meio ambiente. Com isso, um novo projeto executivo, específico para a obra, terá ser executado. E só então os trabalhos da nova passagem sobre o rio poderão ser iniciados, o que poderá significar atraso, embora negue que isso irá ocorrer.

Segundo informações obtidas por O Diário, no decorrer desta semana, as obras na estrada da Volta Fria, prometidas pelo secretário João Octaviano Neto, durante visita à cidade, no início do atual mandato do governador João Doria (PSDB), integra a quinta fase do programa Novas Estradas Vicinais, cuja concorrência encontra-se em em análise dos preços oferecidos pelas empreiteiras participantes.

A previsão, segundo o DER, é de que o resultado da licitação seja divulgado nas próximas semanas, para que as obras possam ter início até o final do mês de abril.

Ainda conforme o órgão estadual, as melhorias previstas para a rodovia serão bancadas com dinheiro do Tesouro do Estado de São Paulo, o que poderá significar uma maior agilidade no andamento das obras, ao contrário do que acontece quando ocorre o financiamento por bancos, especialmente os internacionais, em razão da burocracia por eles exigida.

Mesmo após inúmeros atrasos no início das obras, provocados pelos mais diferentes motivos, o DER continua assegurando a execução dos trabalhos, ainda durante o atual governo.

“Essa obra é um compromisso assumido pelo secretário João Octaviano no início do atual mandato e é, portanto, um compromisso do governo, que terá de ser realizado”, informa a assessoria da Secretaria de Logística e Transportes.

Mas enquanto esperam o cumprimento das promessas governamentais, os usuários da Volta Fria convivem com problemas específicos, em cada período do ano. Na época das chuvas, lama e água sobre a pista; na seca, poeira e buracos.

Verdadeiros transtornos para os motoristas dos veículos de carga, especialmente basculantes, que trafegam pela estrada diariamente, dividindo espaço, pó e barro, com pedestres, especiamente crianças, que se utilizam daquele caminho para chegar até a escola existente naquela região da cidade.

Problemas que há muito já poderiam ter sido resolvidos.

Ponte do Rio Abaixo

A princípio, obras de construção de uma nova ponte sobre o rio Tietê, no bairro do Rio Abaixo, próximo à divisa com alguns bairros do município de Suzano, deveriam ter sido licitadas ao mesmo tempo que as da estrada da Volta Fria.

Mas só agora, após mais de três anos, os técnicos do DER descobriram que a ponte irá necessitar de um projeto executivo específico, já que as obras junto ao rio Tietê, em uma Área de Proteção Ambiental, exigem uma licenciamento especial, que terá de ser obtido junto aos órgãos estaduais ligados à proteção do meio ambiente.

Conforme informações do DER, tal projeto já se encontra  “em fase de contratação”, devendo ser iniciado também no final de abril próximo. Há dúvidas sobre isso.As obras da ponte também serão custeadas com recursos do próprio governo.

Enquanto isso, os moradores daquela região da cidade continuam convivendo com os perigos de uma passagem de madeira já bastante desgastada, onde as defensas laterais apresentam graves deficiências e espaços por onde pode cair alguém mais descuidado. A situação é tão crítica que a Prefeitura de Mogi decidiu instalar obstáculos de aço nos acessos à passagem  para impedir a entrada de veículos de maior porte, como caminhões e ônibus. Simplesmente porque a estrutura da ponte não teria condições de suportar tais pesos.

Promessas

As obras na estrada e ponte da Volta Fria estão prometidas desde o início de 2019, quando o secretário João Octaviano visitou o local, acompanhado do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD). Inicialmente, as obras deveriam fazer parte de um plano para estradas menores do interior do Estado. Mas acabaram ficando para um pacote bancado por financiamento internacional, o que também não aconteceu.

A chegada da pandemia fez com que os recursos do Estado fossem todos direcionados para o combate à doença e, mais uma vez a Volta Fria foi adiada.

E de atraso em atraso, chega-se ao final do atual governo com a promessa de que , desta vez, as melhorias prometidas há quase três anos irão, finalmente, sair do papel.Vale esperar para conferir.

Mogi-Dutra vai ficar para futuro governo

Continua sem qualquer previsão a conclusão das obras de  duplicação no trecho final de 1,3 km da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra.

Os trabalhos ficaram incompletos, nas proximidades do município de Arujá, depois que o DER não conseguiu negociar a desapropriação de 400 metros lineares para a implantação da segunda pista num terreno cuja proprietária se negou a aceitar os valores que lhe foram oferecidos.

Este seria o trecho a ser duplicado, mas o DER se propôs a desapropriar uma área total de 42 mil m², de topografia irregular, com um barranco de 17 metros de altura. Objetivo seria usar a terra da elevação para aterros em pontos onde a obra exigisse.

O caso foi parar na Justiça depois que o perito do DER avaliou o terreno em R$ 10 milhões e o da Justiça em R$ 60 milhões.

O Estado não concordou por considerar o valor elevado demais. A proprietária bateu o pé e, diante do impasse, o DER decidiu pela não realização da duplicação do trecho final da estrada e encerrar os trabalhos na Mogi-Dutra.

Porém, para realizar o processo de desaceleração dos veículos com segurança, o órgão teve de deixar outros 900 metros sem duplicação, o que elevou o total da pista simples para 1,3 km.

Os protestos deste jornal e da comunidade trouxeram até Mogi dois diretores do DER que prometeram uma solução alternativa para concluir a duplicação: iriam contornar a área não desapropriada, até as proximidades do acesso para Arujá. Projeto e obras seriam feitos pelo próprio DER, avalidos em R$ 40 milhões.

Isso aconteceu no final do ano de 2020 e o desvio deveria ficar pronto  no início de 2021. Mas não ficou. E após muito tempo, descobriu-se que os engenheiros do DER não conseguiriam projetar a obra. Uma licitação foi aberta, em setembro  do ano passado, para contratação de uma empresa especializada, com prazo de oito meses para elaborar o projeto. 

Como haverá outra licitação para contratar a execução, é certo que a obra improvisada ficará para o próximo governo de São Paulo. 

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