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Homem com prótese na perna é impedido de entrar em banco, em Poá

Cliente conta que mostrou os documentos e chegou até a mostrar a cicatriz na perna para o segurança, mas seguiu barrado; banco lamentou o caso e disse que medida é necessária para a segurança da agência

Por Fabricio Mello
23/07/2025 12h24, Atualizado há 12 meses

Agência do Banco do Brasil, em Poá, onde o caso aconteceu | Reprodução/Google Maps

Por conta de uma prótese metálica no fêmur, um homem foi impedido de acessar o interior de uma agência do Banco do Brasil, em Poá, na manhã desta segunda-feira (21). Segundo o relato de Luiz Pereira, de 60 anos, ele chegou a apresentar a carteira de Pessoa com Deficiência (PCD) ao ser barrado pelo detector de metais, mas ainda assim foi impedido de entrar. Em nota, o Banco do Brasil lamentou o episódio e disse que a medida faz parte dos requisitos necessários para o funcionamento da agência (leia mais abaixo).

Ao O Diário, Luiz contou que procurou a agência bancária na Av. Nove de Julho – onde já havia sido atendido antes, inclusive com senha prioritária – para realizar a retirada de um cartão, mas acabou passando pelo transtorno nesta semana. Desde 2014, ele tem uma prótese de metal no osso da perna esquerda e, por conta disso, não consegue ficar em pé por longos períodos de tempo.

Ao passar pela porta giratória que leva ao interior da agência, Luiz conta que o detector de metais apitou, o que já era esperado por ele. Entretanto, mesmo após apresentar a carteira de PCD ao segurança do banco, teve a sua entrada barrada.

“Eu tirei jaqueta, cinto, tudo, e cheguei até a mostrar a cicatriz [da cirurgia] na coxa. Mas o gerente disse que aquilo [a carteira] não era documento, que precisava ver laudo para me deixar entrar”, contou à redação.

Vale ressaltar que, segundo a Secretaria da Pessoa com Deficiência do Governo Federal, o único requisito para que a carteira seja aceita é que ela seja apresentada junto de um outro documento de identificação com foto.

Diante da situação, Luiz conta que se sentiu constrangido pela abordagem realizada e que chegou, inclusive, a acionar a ouvidoria do Banco do Brasil para relatar o episódio. Agora, ele conta que aguarda o retorno da financeira para voltar à agência.

O que diz o Banco do Brasil?

A redação do O Diário entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil para questionar a financeira sobre o episódio e sobre a abordagem de casos similares. Em nota, a entidade respondeu que “lamenta os transtornos relatados pelo cliente“.

Além disso, o banco explicou que “a Porta Giratória com Detector de Metais (PGDM) é um dos equipamentos de segurança exigidos para funcionamento de instituições bancárias pela Polícia Federal, conforme Lei 14.967/24“.

Em relação ao acesso de pessoas com deficiência física – seja esta cadeira de rodas, uso de muletas, porte de próteses, pinos ou outros elementos metálicos no corpo -, o Banco do Brasil explicou que o acesso é permitido pela porta alternativa uma vez que não seja possível a passagem pela porta giratória e que haja a apresentação “de documentação probatória, a depender de cada caso“.

O Diário questionou quais seriam os documentos válidos para autorização do acesso ao interior das agências da instituição, mas a assessoria da financeira não especificou.

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