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Prefeitura de Mogi abre sindicância para apurar morte de paciente em pronto atendimento

Família denuncia negligência após morte de paciente com sinais de sepse; prefeitura contesta e abre sindicância para apurar o caso ocorrido na última segunda-feira (21/7)

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23/07/2025 16h43, Atualizado há 7 meses

A Prefeitura de Mogi das Cruzes determinou a abertura de uma sindicância para apurar a morte de Uelington Augusto Leitão da Mota, de 34 anos, após familiares denunciarem falha no Pronto Atendimento (PA) do Jardim Universo, na última segunda-feira (21/7). A família afirma que mesmo apresentando um quadro de sepse – um tipo de infecção – o paciente recebeu apenas soro, analgésicos e alta médica (leia mais abaixo).

De acordo com a nota oficial da administração municipal, a investigação será conduzida pela Fundação do ABC (FUABC), organização responsável pela gestão da unidade, com o objetivo de esclarecer os fatos relacionados ao atendimento prestado ao paciente. A Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar também solicitou informações complementares à própria FUABC e ao Instituto Médico Legal (IML).

Segundo relato dos familiares, Uelington chegou ao Pronto Atendimento com sintomas compatíveis com sepse, como hipotensão, hipoglicemia, bradicardia, dor abdominal intensa, fraqueza e sudorese. Exames laboratoriais teriam confirmado o quadro infeccioso.

Ainda de acordo com a versão da família, após receber soro e analgésicos, Uelington foi liberado com prescrição de dipirona, diclofenaco e escopolamina. Horas depois, o paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação feitas ainda na unidade de saúde.

“A prescrição de alta se limitou a dipirona, diclofenaco e escopolamina, tratamento manifestamente incompatível com o estado clínico de Uelington. Sem entendimento técnico, minha sogra, que o acompanhava, assinou a alta médica”, conta Mateus Henrique, cunhado de Uelington.

“Horas depois, ao visitá-lo, percebi que ele apresentava grave dificuldade respiratória, sudorese intensa e ausência de pulso. Chamamos o Samu, mas a ambulância não chegou. Diante da gravidade, levamos Uelington de carro à mesma UBS. Durante o trajeto, ele entrou em parada cardiorrespiratória. A equipe da UBS realizou manobras de reanimação, mas infelizmente ele morreu”, completa Mateus.

A Fundação do ABC informou que entrou em contato com os familiares e está prestando atendimento e suporte necessário. A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, afirmou que acompanha de perto a apuração do caso. Também em nota, a prefeitura apontou que o paciente teria se “evadido do local durante o atendimento e retornado já em parada cardiorrespiratória, com quadro considerado irreversível”.

De acordo com a declaração de óbito, a causa da morte de Uelington Augusto Leitão da Mota foi choque séptico, decorrente de abdome agudo infeccioso e doença diverticular perfurada.

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