Cantor gospel João Igor, baleado por PM, passa por cirurgia em Itaquá
Cirurgia deve remover bala alojada no braço do cantor
31/07/2025 17h04, Atualizado há 12 meses
João Igor em hospital | Reprodução/Redes Sociais
O cantor gospel João Igor, que foi baleado por um policial militar, recebeu transferência na manhã desta quinta-feira (31/7) para o Hospital São Lucas, em Itaquaquecetuba, onde deverá passar por cirurgia. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (30/7), durante uma confusão no terminal rodoviário da Barra Funda envolvendo João, o irmão do cantor e o policial.
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Segundo informações dos advogados, João foi atingido por dois disparos e está com uma bala alojada no braço. Inicialmente ele foi socorrido para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos. Entretanto, para a realização da cirurgia, João foi transferido para o hospital em Itaquá.
João Igor é um cantor gospel que costuma compartilhar vídeos cantando e pregando em espaços públicos. Ele ganhou notoriedade especialmente após uma live com a influenciadora Fernanda Ganzarolli, que viralizou e impulsionou a carreira, levando-o a conquistar quase 1 milhão de seguidores no Instagram.
Entenda o caso
Na tarde da última quarta-feira (30/7), a Polícia Militar (PM) foi acionada após um policial, que havia embarcado em ônibus do terminal com destino a Bauru, perceber cheiro de maconha vindo da bagagem de dois passageiros, João e o irmão.
De acordo com a nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP), durante a abordagem, os suspeitos entraram em luta corporal com o agente, e os três caíram da escada do veículo. Ainda segundo a nota, nesse momento, houve disparo da arma do policial, que atingiu o cantor. O outro passageiro não se feriu e foi encontrada na sua bolsa substância com características semelhantes à maconha.
A defesa de João Igor alega que tanto o cantor, quanto o irmão, não carregavam qualquer tipo de substância nos pertences. Foram solicitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa) como resistência, lesão corporal decorrente de intervenção policial, lesão corporal e localização/apreensão de objeto.