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Influenciador Maumau é preso por porte ilegal de arma em Arujá durante operação contra ‘Tigrinho’

Operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro busca desarticular um esquema ilegal de promoção de jogos de azar; outros 14 influenciadores também são alvos da polícia

Por Fabricio Mello
07/08/2025 11h31, Atualizado há 11 meses

Maumau ostenta uma vida de luxo pelas redes sociais | Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, em Arujá, o influenciador digital Mauricio Martins Junior, o Maumau Zk, na manhã desta quinta-feira (7). Maumau estava em sua casa e é um dos alvos da Operação Desfortuna, que mira a promoção de jogos de azar, mas foi preso por porte ilegal de arma de fogo.

Segundo informações da polícia carioca, os agentes da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumpriram as diligências no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. Além de Maumau, outros 14 influenciadores digitais são alvos da operação.

O objetivo, ainda de acordo com a polícia, é desarticular um esquema de promoção ilegal de jogos de azar online com indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os alvos usariam as redes sociais para divulgar o jogo Fortune Tiger, popularmente conhecido como “Jogo do Tigrinho”, e outros semelhantes.

Em Arujá, onde a casa de Maumau estava localizada, uma arma calibre .38 com o cano raspado foi apreendida e serviu de base para a prisão em flagrante. Além disso, correntes de ouro, relógios e aparelhos eletrônicos também foram confiscados.

A redação do O Diário tentou entrar em contato com a assessoria de Maumau, mas ainda não obteve retorno. A reportagem será atualizada assim que houver uma manifestação oficial do influenciador sobre a prisão.

Investigação

Segundo divulgado pela polícia, as postagens realizadas pelos investigados contêm promessas enganosas de lucros fáceis, com o intuito de atrair seguidores para essas plataformas de apostas, que são proibidas no país.

No decorrer das investigações, a polícia também identificou “sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada” pelos influenciadores. Com base nos relatórios de inteligência financeira do COAF, as movimentações bancárias suspeitas, somadas, ultrapassam R$ 4 bilhões.

Além da promoção de jogos ilegais, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada. A estrutura seria usada para ocultar a origem ilícita dos recursos, caracterizando lavagem de dinheiro. 

A DCOC-LD também identificou conexões entre alguns envolvidos e indivíduos com antecedentes ligados ao crime organizado, o que elevou o grau de complexidade da investigação.

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