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Após 14 anos, Ninho do Pássaro volta è cena olímpica na festa de Abertura de Pequim-2022

Em 8 de agosto de 2008, o mundo acompanhou a impecável Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, marcado por instalações impressionantes como o Ninho do Pássaro e o Cubo d’Água. Quatorze anos depois, a capital chinesa volta a fazer história, desta vez como a primeira cidade a realizar tanto os Jogos de Verão […]

Por O Diário
03/02/2022 09h26, Atualizado há 53 meses

Em 8 de agosto de 2008, o mundo acompanhou a impecável Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, marcado por instalações impressionantes como o Ninho do Pássaro e o Cubo d’Água. Quatorze anos depois, a capital chinesa volta a fazer história, desta vez como a primeira cidade a realizar tanto os Jogos de Verão como os de Inverno. Durante duas semanas, mais de 2.500 atletas de 91 países vão competir em 15 disciplinas como curling, esqui, patinação artística e snowboard.

A Cerimônia de Abertura, às 9h desta sexta-feira (4), também será assinada pelo cineasta Zhang Yimou, diretor de clássicos chineses como “Sorgo Vermelho” ou “Lanternas Vermelhas” e filmes épicos de artes marciais. Em 2008 ele teve cerca de 15 mil figurantes. Agora, segundo ele, serão 3 mil artistas e “uma ideia ousada”. 
A festa será no lendário Ninho do Pássaro, onde Maurren Maggi conquistou a primeira medalha de ouro olímpica individual das mulheres do Brasil (salto em distância).
Também palco da consagração de Usain Bolt como homem mais rápido do mundo nas provas de atletismo, o estádio só voltará à agenda na Cerimônia de Encerramento, uma vez que não háverá competições no local. Será o momento em que a bandeira olímpica será entregue aos prefeitos das cidades italianas de Milão e Cortina -D’Ampezzo, os anfitriões dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026.
Edson Bindilatti, o piloto do trenó do bobsled, e Jaqueline Mourão, do esqui cross-country, serão os porta-bendeiras do Brasil na Cerimônia de Abertura. Ambos são os recordistas de participações em Jogos de Inverno com cinco cada.
Se somar as edições de Verão, no entanto, Jaqueline vai para o oitavo evento. A esquiadora também disputou Atenas-2004, Pequim-2008 e Tóquio-2020 no ciclismo MTB.
Assim como ela, Jefferson Sabino competiu em 2008 no salto triplo e acompanhou o ouro de Maurren. Está de novo na China para uma Olimpíada e é reserva do bobsled do Brasil.
Erick Vianna, que foi o reserva do bobsled em Pyeongchang-2018, voltou ao time brasileiro, após testar positivo para Covid-19 na chegada à Pequim, no dia 29. Saiu do isolamento em um hotel da organização após apresentar dois testes negativos para o vírus.
A disputa da modalidade começa na quinta-feira (dia10, às 4h), com as duplas.
Algumas provas dos Jogos de Pequim-2022, no entanto, serão disputadas entre quarta (10) (curling e luge) e quinta (11).
Incluindo a estreia da Sabrina Cass, de 19 anos, campeã mundial juvenil, que nasceu nos EUA e recentemente passou a defender o Brasil, país de origem de sua mãe, no esqui estilo livre.
Ela disputa a classificatória da prova moguls (7h de Brasília desta quinta), no Parque de Neve de Genting, na zona de Zhangjakou. O Brasil teve representante uma única vez no estilo livre, na prova do aéreos, em Sochi 2014, quando Josi Santos ficou na 22ª colocação.
Sabrina precisa ficar entre as 20 melhores para avançar para a segunda etapa qualificatória, que será no domingo. Fará duas descidas, com dois saltos com acrobacias e que contam tempo.
O Brasil fará sua nona participação em Jogos de Inverno, a primeira edição foi em Albertville 1992.
Onze atletas, sendo um reserva, competirão em Pequim, no esqui alpino, esqui cross-country, esqui estilo livre, bobsled e skeleton. É a terceira maior delegação das Américas na China, atrás apenas das potências Estados Unidos e Canadá, supera até países em que a neve é comum como Argentina (seis) e Chile (quatro).
A atleta do Brasil com mais chances de bater o recorde nacional, o 9º lugar de Isabel Clark no snowboard em Turim-2006, é Nicole Silveira, do skeleton. A brasileira é campeã da Copa América 2022 e Top 10 na etapa de Altenberg da Copa do Mundo da modalidade.
Anders Pettersson, chefe da Missão Pequim 2022, afirma que o objetivo do Brasil não é exatamente chegar ao pódio. E sim, superar a participação anterior.
Em 2018, o melhor resultado do Brasil foi da patinadora Isadora Williams, que chegou à final e terminou em 24.º lugar na prova individual feminina. Ela se tornou a primeira sul-americana finalista no esporte em Jogos Olímpicos ficou em 17.º no Programa Curto e avançou para o Programa Longo (a grande decisão).
— Essa evolução pode ser em termos de número de largadas, classificações finais em geral ou em pontuação. E em Pequim já começamos a campanha com boas notícias, com participações inéditas tanto em modalidades, no caso do skeleton, quanto em provas, no esqui estilo livre moguls e no sprint por equipes femininas do esqui cross-country — pontuou o dirigente. — O mais importante é que os atletas tenham a estrutura necessária para conseguirem o seu melhor desempenho nos Jogos Olímpicos.

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