Região do Alto Tietê passa a contar com cinco Municípios de Interesse Turístico
Agora, Arujá e Suzano se juntam às outras cidades do Alto Tietê com o título de MIT: Mogi das Cruzes (2017), Santa Isabel (2017) e Poá (2022)
28/08/2025 14h15, Atualizado há 7 meses
Agora, Arujá e Suzano se juntam às outras cidades do Alto Tietê com o título de MIT: Mogi das Cruzes (2017), Santa Isabel (2017) e Poá (2022). Além disso, Guararema, que já é MIT desde 2017, também integra o mapa turístico da região.

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Mogi das Cruzes passou a ser oficialmente reconhecida como MIT em 1º de novembro, quando o então governador Geraldo Alckmin sancionou o Projeto de Lei 987/2017, que concedeu o título a 31 cidades do Estado.
A cerimônia, à época, aconteceu no Palácio dos Bandeirantes e contou com a presença do deputado estadual Marcos Damásio (PL), autor do pedido de classificação para Mogi das Cruzes por meio do Projeto de Lei 66/2017, além do ex-prefeito Marcus Melo.
Já Poá, que antes era Estância Turística, perdeu esse título em 2022, mas manteve o reconhecimento como MIT. A mudança ocorreu após decisão do Governo do Estado de São Paulo, reclassificando a cidade e ajustando o repasse de recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur).
Apesar do rebaixamento, a cidade de Poá continua podendo investir em infraestrutura e atrativos para fortalecer o turismo local. Mas, na prática, você sabe o que significa ser uma cidade MIT? E será que há outras na região com o mesmo título? O Diário explica!
O que é um MIT?
Um MIT é uma categoria criada pelo Governo do Estado de São Paulo para reconhecer cidades que, mesmo não sendo estâncias turísticas tradicionais, possuem potencial para atrair visitantes devido a seus atrativos naturais, culturais, históricos ou de lazer.
Esse título não é apenas simbólico: ele garante ao município recursos anuais do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur), que podem ser usados para melhorar a infraestrutura turística, como:
- Revitalização de praças e áreas de lazer;
- Sinalização turística;
- Conservação de patrimônios históricos;
- Melhoria de acessos a pontos turísticos.
Para se tornar um MIT, a cidade precisa atender a requisitos específicos, como:
- Ter um conselho municipal de turismo;
- Contar com serviços de hospedagem e alimentação;
- Ter atrativos turísticos consolidados.
Suzano e Arujá
Suzano vinha, desde 2017, se preparando para a candidatura, investindo em infraestrutura e ampliando seu leque de atrativos. Entre as novidades incorporadas ao circuito turístico estão o Parque Municipal Max Feffer, o Viveiro Municipal Tomoe Uemura, o Parque de Conservação Ambiental Professora Bianca Carla Nunes da Silva, praças, o Templo Hare Krishna, a Igreja Matriz de São Sebastião, o Casarão da Memória Antônio Marques Figueira, o Blue Beach Thermas Park, além de haras e pesqueiros.
A fase final do processo aconteceu neste ano, quando a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego definiu, em reunião do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) realizada em fevereiro, as estratégias para fortalecer o turismo local.
Entre as ações planejadas estão roteiros culturais e religiosos, que incluem a Igreja do Baruel, o Templo Hare Krishna no distrito de Palmeiras, e o Templo Budista Nambei Shingonshu, no centro da cidade. Também foram destacados espaços como o Casarão da Memória Antônio Marques Figueira, o Parque Municipal Max Feffer e a Academia Terazaki.

O projeto prevê ainda a implementação de um ônibus turístico para circular nos finais de semana, facilitando o acesso da população e dos visitantes aos principais pontos de interesse. Complementam a iniciativa a criação da Escola do Turismo, voltada à qualificação de profissionais do setor, e do Centro de Atendimento ao Turista, equipado com sala multimídia e serviço especializado para apresentar as atrações da cidade.
Já Arujá, conhecida como “Cidade Natureza” devido à sua rica biodiversidade e áreas de preservação ambiental, agora integra o seleto grupo de 214 municípios paulistas reconhecidos pelo Estado por seu potencial turístico. O título, assim como os demais municípios, permite a Arujá acessar recursos estaduais para desenvolver e aprimorar sua infraestrutura turística.

O presidente da Alesp, o deputado André do Prado (PL), classificou a unanimidade da votação como “algo que parecia impossível”.
“Algo que parecia impossível. Praticamente uma unanimidade. A vaidade foi deixada de lado por muitos deputados que eram autores e coautores de projetos e que abriram mão para que eles fossem apresentados de forma coletiva, para que tivéssemos consenso e pudéssemos em uma tarde aprovar 70 projetos. Isso é histórico”, disse.