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Doenças na coluna atingem 27 milhões de brasileiros: um problema que cresce com o estilo de vida moderno, alerta ortopedista do Imot

Doutor Rodrigo Nakao aponta causas mais frequentes e tratamentos para pacientes.

Por Especial AGFE
06/10/2025 15h17, Atualizado há 6 meses

Problemas na coluna envolvem desde a má postura até predisposição genética | FreePik

Uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou um dado preocupante: 27 milhões de brasileiros sofrem de alguma doença crônica na coluna. O número reflete não apenas o envelhecimento da população, mas também mudanças profundas no estilo de vida contemporâneo — marcado pelo sedentarismo, pelo aumento do tempo em frente a telas e por longas jornadas em posturas inadequadas.

Quem são os mais afetados

As doenças da coluna — como hérnias de disco, artroses, escolioses e lombalgias — atingem pessoas de todas as idades, mas são mais comuns a partir dos 40 anos.

Estudos apontam que mulheres tendem a relatar mais sintomas de dor crônica na coluna, possivelmente devido a alterações hormonais e maior sobrecarga física em atividades domésticas. Entre os jovens e adultos de 20 a 40 anos, o aumento de casos está ligado ao uso excessivo de celulares e computadores, que favorece posturas incorretas e enfraquecimento muscular.

Motivos e fatores de risco

Os principais fatores que contribuem para o surgimento ou agravamento de problemas na coluna incluem:

  • Sedentarismo, que reduz a força muscular necessária para sustentar a coluna vertebral;
  • Má postura, tanto no ambiente de trabalho quanto durante o sono;
  • Excesso de peso, que sobrecarrega as articulações e discos intervertebrais;
  • Traumas ou esforços repetitivos;
  • E, em alguns casos, predisposição genética.

A revolução digital também trouxe um novo inimigo: o chamado “pescoço de texto” (text neck), resultado da inclinação constante da cabeça para olhar telas de smartphones e tablets.

Tratamentos e prevenção

O tratamento das doenças da coluna varia conforme o diagnóstico e a gravidade do quadro. Em geral, inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, acupuntura, pilates e, em casos mais graves, cirurgia. O uso de medicamentos deve ser acompanhado por um profissional, evitando o abuso de analgésicos e anti-inflamatórios.

A melhor estratégia, porém, ainda é a prevenção. Especialistas recomendam:

  • Prática regular de atividade física, com foco em fortalecimento do abdômen e da lombar;
  • Adoção de posturas corretas no trabalho e ao dormir;
  • Controle do peso corporal;
  • E pausas frequentes durante o expediente, especialmente para quem permanece muito tempo sentado.

Um alerta à sociedade

As doenças da coluna representam uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil e impactam significativamente a qualidade de vida. Diante disso, torna-se urgente a implementação de políticas públicas voltadas à prevenção e educação postural, bem como o estímulo à prática de exercícios físicos desde a infância.

A saúde da coluna é um reflexo direto do modo como vivemos. Cuidar dela é, em última instância, cuidar do corpo inteiro e garantir mais qualidade de vida no futuro.

Sobre o Imot

Fundado em 1976, o Imot é um dos maiores institutos especializados em ortopedia e traumatologia do Brasil, com pronto atendimento diariamente na unidade de Mogi das Cruzes, consultas, fisioterapia e diversos tratamentos especializados, além da Imot Care, com cuidados inter e multidisciplinares, e o Imot MovSaúde, com serviços exclusivos e inovadores.

O Imot fica na rua Otto Unger, 433, Centro, Mogi das Cruzes. Mais informações: telefone (11) 4728-3420, no site e redes sociais (@clinicaimot). Em Suzano, o endereço é rua Augusta Aparecida Carvalho Morais, 250 Jardim Santa Helena. Telefone (11) 4741-3333.

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