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Liderada por Gabi, Brasil bate a Itália e está na final do Mundial de Vôlei

A renovada seleção brasileira feminina de vôlei, liderada pela ponteira Gabi, está classificada para a final do Campeonato Mundial, disputado na Holanda/Polônia, após vencer a Itália por 3 a 1, parciais de 25/23, 22/25, 26/24 e 25/19. Com duas pratas e um bronze, o Brasil busca o título inédito com um time em que metade […]

Por O Diário
13/10/2022 18h50, Atualizado há 45 meses

A renovada seleção brasileira feminina de vôlei, liderada pela ponteira Gabi, está classificada para a final do Campeonato Mundial, disputado na Holanda/Polônia, após vencer a Itália por 3 a 1, parciais de 25/23, 22/25, 26/24 e 25/19. Com duas pratas e um bronze, o Brasil busca o título inédito com um time em que metade das atletas estreia na competição adulta. E a decisão, nesta sábado às 15h (com Sportv 2) será contra a Sérvia, atual campeã do mundo, em Apeldoorn.

A Sérvia avançou à decisão após derrotar os Estados Unidos por 3 a 1 ( 25/21, 25/20, 17/25 e 25/23), nas semifinais, na Arena Gliwice, na Polônia. O destaque da partida foi a oposta Tijana Boskovic, que fez 33 pontos e desequilibrou o jogo. Além do ouro no Mundial de 2018, a Sérvia foi prata na Olimpíada do Rio-2016 e bronze no último Jogos de Tóquio.

Já as americanas tentarão chegar ao sexto pódio na disputa pelo bronze, contra a Itália, também no sábado, às 11h (de Brasília).

José Roberto Guimarães iniciou a partida com duas novas titulares, Lorenne e Rosamaria, que ganharam a posição após excelente apresentação contra o Japão. E, diferentemente do confronto contra o Japão, em que o Brasil demorou dois sets para entrar no jogo, contra a Itália, a seleção começou concentrada e atuando de forma perfeita. O Brasil bloqueou bem e anotou cinco pontos no fundamento já na primeira parcial.

No total, o Brasil fez 21 pontos de bloqueio, sendo 10 de Carol, que marcou o ponto decisivo do jogo. O principal fundamento da jogadora lhe rendeu o troféu melhor bloqueadora da Liga das Nações. Todo o time da Itália fez apenas sete pontos de bloqueio.

— Viemos ao Mundial para chegar a final e foi passo a passo. Jogamos contra a Itália, que é um grande time, tem a Egonu, uma das melhores atacantes do mundo. Estou muito feliz e orgulhosa das minhas companheiras. Eu amo bloquear e, como eu sempre digo, preciso das referências na ponta. É um trabalho em equipe. É para elas, não é para mim. Como nosso técnico falou, temos 12 horas para celebrar e, depois, descansar e pensar na Sérvia. Estamos aqui para brigar com nossas mentes e corações. Queremos vencer esse torneio. Vai ser muito especial — disse Carol ainda na quadra.

Gabi foi outro grande destaque do Brasil, com 20 pontos — sendo três de bloqueio. Inclusive, ela havia feito apenas três pontos em toda a competição até aqui. No total, a ponteira tem 205 pontos e está em quarto lugar entre as maiores pontuadoras da competição.

Após temporada perfeita com o clube turco, sagrando-se campeã em todas as competições, incluindo a Champions League e com o prêmio de atleta mais valiosa (MVP) da competição, Gabi também se credita a conquistar o MVP do Mundial.

O Brasil também errou menos. A defesa funcionou até com bolas da Egonu, que começou o jogo já anotando 10 pontos (no primeiro set; Lorenne, marcou seis). Foi com uma bola fora da estrela italiana, que o Brasil fechou a primeira parcial. Apesar disso, ela foi um dos destaques da Itália, com 30 pontos, e que agora lidera o ranking das maiores pontuadoras com 250 pontos.

No segundo set, vencido pela Itália, o Brasil caiu no rendimento no ataque mas teve boa atuação. No set seguinte, o Brasil comeu bola no finalzinho e por pouco não perdeu a parcial. O Brasil tinha 18 a 14 e numa sequência de erros e desatenção, viu a Itália empatar em 21 e virar em 23 a 24. Carol Gattaz, num bloqueio certeiro, colocou o Brasil de novo na frente.

No quarto set, o Brasil se valeu de muitos erros da Itália para abrir sete pontos de vantagem na primeira metade: 14 a 7. Além da grande noite de Gabi, que virou todas as bolas no ataque. A defesa também foi um dos fundamentos de maior destaque do Brasil durante a partida.

O time de Zé Roberto controlou a vantagem até o fim, soube usar a experiência de Carol Gattaz nos momentos de desconcentração e confirmou a presença na final com mais um bloqueio de Carol: 25 a 19.

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