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Fim das ‘lotações’ impacta na rotina dos usuários do transporte coletivo na Região Metropolitana

Cancelamento da operação dos coletivos da Reserva Técnica Operacional deve impactar rotina de estudantes e trabalhadores de cidades como Santa Isabel, Mogi das Cruzes e Arujá

Por Victoria Freitas
19/12/2025 19h23, Atualizado há 5 meses

Micro-ônibus terão operações canceladas na Região Metropolitana de São Paulo | Foto: Reprodução

O Diário Oficial do Estado de São Paulo divulgou na última quinta-feira (18) o comunicado de encerramento da operação da Reserva Técnica Operacional, popularmente conhecida como lotação, opção alternativa de locomoção ao usuários do transporte coletivo da Região Metropolitana de São Paulo.

A publicação no site do Diário Oficial diz que de acordo com a Sub-rogação aos Contratos da Reserva Técnica Operacional do Poder Concedente, que se encerra em 31 de dezembro de 2025, e consequente cancelamento de operação no Sistema Regular de Transporte Metropolitano, cancela-se os registros dos operadores relacionados, na Reserva Técnica Operacional – RTO junto à ARTESP, a partir da data de 01 de janeiro de 2026.

Usuária das ‘lotações’ que partem da cidade de Arujá, a arquiteta Nathalia Ribeiro compartilha os impactos que a falta do transporte alternativo causarão em sua rotina. “Infelizmente com a retirada dos micro-ônibus da linha, será necessário sair pelo menos 40 minutos mais cedo de casa, pois no horário de pico todas as lotações vão via expressa, enquanto os ônibus passam de 40 em 40 minutos. E muitas das vezes tão cheio que nem conseguimos entrar“, desabafa.

A passageira ainda ressalta que em sua região, não há outro meio de transporte coletivo que atenda sua necessidade além dos ônibus regulares e as lotações. Segundo Nathália, a frota de ônibus regular não atende a demanda de passageiros, principalmente durantes os horário de pico. “Falta ônibus, falta estrutura e falta dignidade para os usuários”, reforça.

Um motorista que preferiu não se identificar, atua há 26 anos como condutor de transporte público e disse que há expectativa de tentar reverter a situação junto ao Governo do Estado de São Paulo. “Imagina como os passageiros vão sofrer. Na maioria das vezes somos nós que ajudamos os passageiros a chegarem no destino, os ônibus demoram muito”, afirma.

Em resposta à imprensa, a A Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo informa que se trata do encerramento programado da Reserva Técnica Operacional (RTO) em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a descontinuidade do modelo em razão de irregularidades identificadas em contratos firmados em 2020, sem origem em processo licitatório.

O atendimento à população será mantido, por meio do sistema metropolitano regular, com acompanhamento da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), garantindo a continuidade do transporte público.

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