Vigilância Sanitária de Suzano interdita clínica terapêutica irregular em ação conjunta
Operação realizada na região sul da cidade identificou falhas graves na estrutura, documentação e manejo de medicamentos; unidade terá 10 dias para remover residentes
16/01/2026 12h10, Atualizado há 3 meses
Agentes da Vigilância Sanitária vistoriaram o local | Divulgação/Secop Suzano
A Vigilância Sanitária de Suzano interditou, nesta quinta-feira (15), uma clínica terapêutica que funcionava de forma irregular na região do Jardim Brasil, no distrito de Palmeiras. A ação contou com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e de equipes do 1º Distrito Policial, após denúncia recebida pela Ouvidoria Municipal apontar problemas na condução das atividades da instituição. O nome do estabelecimento não foi divulgado pelas autoridades.
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Durante a fiscalização, os agentes constataram condições sanitárias consideradas insatisfatórias, além de falhas graves na administração de medicamentos e na organização de documentos essenciais dos residentes.
De acordo com a Vigilância Sanitária, parte significativa dos prontuários estava incompleta ou sequer existia, o que impossibilitava o acompanhamento adequado do histórico clínico dos acolhidos. Também foram identificadas dificuldades na apresentação de informações por parte dos representantes presentes, que não conseguiram esclarecer pontos básicos sobre a gestão do local nem comprovar a regularidade da instituição.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a precariedade da estrutura física. A vistoria apontou problemas desde o piso até o forro do imóvel, com ambientes sem condições adequadas de higiene e segurança. As camas estavam em mau estado de conservação e os banheiros não atendiam às exigências mínimas, incluindo a ausência de chuveiros em condições apropriadas de uso, o que comprometia diretamente o bem-estar e a dignidade dos residentes.
“Encontramos uma série de irregularidades que colocavam em risco a integridade dos residentes, desde falhas estruturais até a ausência de documentação básica. Diante disso, não havia outra medida possível a não ser a interdição imediata”, afirmou a diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente.
Ainda conforme a diretora, a equipe também foi informada de que a clínica passava por um processo de transição de responsabilidade legal, o que, segundo ela, não justifica a falta de controle administrativo.
“Mudanças na gestão não podem servir de desculpa para o descumprimento das regras. Independentemente de quem esteja à frente, a prioridade deve ser sempre a segurança e a saúde das pessoas acolhidas”, destacou Carmen.
Além das questões estruturais e documentais, a equipe também identificou falhas no controle e na administração de medicamentos. De acordo com os fiscais, não havia protocolos claros sobre armazenamento, distribuição e acompanhamento do uso de remédios pelos residentes, o que representa um risco significativo à saúde. Esse tipo de irregularidade, conforme explicou a Vigilância Sanitária, é considerado grave e pode resultar em sanções administrativas severas, como a interdição aplicada neste caso.
Com base nas irregularidades constatadas, a Vigilância Sanitária determinou a interdição total do estabelecimento e estabeleceu o prazo de dez dias para que todos os residentes sejam removidos e encaminhados às suas famílias ou a locais adequados, com apresentação de comprovação para o órgão. O objetivo é garantir que nenhum acolhido permaneça em situação de risco durante o processo de fechamento da unidade.