Ortopedista do Imot fala sobre Polilaminina, medicamento brasileiro que pode abrir caminhos no tratamento de lesões na medula espinhal
Doutor Rodrigo Nakao explica que estudo ainda está em fase de testes, mas que pode transformar o modo com que as lesões são tratadas.
19/01/2026 16h13, Atualizado há 3 meses
Polilaminina foi criada a partir de uma proteína que o corpo humano produz | Divulgação

A lesão na medula espinhal pode mudar a vida de uma pessoa em segundos. Acidentes de trânsito, quedas, mergulhos em locais rasos e até agressões podem causar danos graves nessa região responsável por levar as informações do cérebro para o resto do corpo. Em muitos casos, as consequências são paralisia motora, perda de sensibilidade e dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia.
Durante muito tempo, a medicina teve poucas opções para ajudar esses pacientes além de cirurgias, fisioterapia e reabilitação. Agora, uma pesquisa brasileira começa a trazer uma nova esperança: a polilaminina, uma substância desenvolvida por cientistas brasileiros.
A polilaminina é baseada em uma proteína que já existe naturalmente no nosso corpo e ajuda na organização dos nervos. A origem vem da laminina, extraída da placenta humana. Os pesquisadores conseguiram adaptar essa proteína para criar um ambiente mais favorável à recuperação da medula lesionada. Em termos simples, ela funciona como um “andaime” que ajuda os nervos a se reconectarem.
Estudos realizados em laboratório mostraram que a polilaminina pode ajudar os nervos a crescerem novamente, no local da lesão. Em alguns testes, foi possível observar melhora nos movimentos e na sensibilidade dos animais estudados e atualmente segue em pesquisa com pacientes, apresentando excelentes resultados.
Um ponto importante é que essa pesquisa é 100% brasileira, mostrando a capacidade dos cientistas do país em desenvolver soluções inovadoras para problemas de saúde complexos. Por usar uma substância parecida com as do próprio organismo, existe a expectativa de que o tratamento seja mais seguro e com menos efeitos colaterais.
Mesmo com resultados animadores, é importante ressaltar que a polilaminina ainda está em fase de estudos. Ela precisa passar por testes rigorosos em humanos para garantir que realmente funciona e não oferece riscos.
No dia 05 de janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso de medicamento no tratamento de lesões medulares agudas na coluna vertebral.
Para milhares de pessoas que vivem com lesões na medula, essa pesquisa representa esperança de um futuro com mais independência e qualidade de vida. Embora ainda não seja uma cura, a polilaminina mostra que a ciência brasileira está avançando e pode, em breve, transformar o modo como essas lesões são tratadas.
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