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Abertura da Festa do Divino é marcada pelo resgate de antigas tradições

“Poder ver a cidade se vestindo novamente com as bandeiras mexe com o nosso coração, por isso estamos muito felizes”, compartilhou, emocionado, o festeiro Ricardo Lima de Castro, sobre a retomada da tradicional Festa do Divino do Espírito Santo de Mogi das Cruzes nesta quinta-feira (26), com menos restrições do que nos dois últimos anos […]

Por O Diário
26/05/2022 21h11, Atualizado há 51 meses

“Poder ver a cidade se vestindo novamente com as bandeiras mexe com o nosso coração, por isso estamos muito felizes”, compartilhou, emocionado, o festeiro Ricardo Lima de Castro, sobre a retomada da tradicional Festa do Divino do Espírito Santo de Mogi das Cruzes nesta quinta-feira (26), com menos restrições do que nos dois últimos anos de pandemia.

Ainda com a presença das máscaras, mas com fiéis vacinados, o calor humano da festividade pode ser sentido, novamente, “aquecendo” a fé dos que acompanharam a cerimônia de abertura desta noite. “É uma alegria imensa podermos retomar como fazíamos antigamente. Até o tempo ajudou. O frio passou e tudo se aqueceu aqui nesta praça central (Praça Coronel Almeida) e também durante o trajeto que fizemos da Prefeitura para cá”, comentou o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini.

A cerimonia teve início na sede da administração municipal, com o prefeito Caio Cunha (PODE), a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Simone Margenet, e dezenas de fiéis.

“A retomada é ao mesmo tempo um momento de esperança, mas também de cautela. A gente não pode descansar e facilitar um minuto. Todo mundo entende que passamos por um momento histórico mundial da saúde e precisamos desse cuidado. Mas é muito gostoso estar nesse momento podendo abraçar e beijar as pessoas, sem o uso intenso da máscara. Isso remete muito ao Espírito Santo e a pessoa que Ele é, com amor e fraternidade”, destacou o prefeito.

Em seguida, todos realizaram uma passeata até a praça Coronel Almeida, onde está montado o Império do Divino, para o levantamento da bandeira do Divino e a abertura oficial da festa deste ano.

“Na pandemia, ficamos privados da festa e agora, com a volta do lado religioso, que para mim é o mais importante, sinto que está completa”, comenta Maria Carmelita Franco, com os olhos brilhando e acompanhando, da porta de sua casa, a procissão dos devotos que seguiam em canto pelas ruas centrais.

Sem a quermesse, parte de peso do evento, que desde 2020 não está incluída na programação em razão da pandemia, o festeiro Ricardo Lima de Castro ressalta: “É muito importante ressaltar que a decisão de não fazer a quermesse esses anos em nada enfraquece a nossa tradição. É de fato uma situação de momento, mas já estamos trabalhando para que, em 2023, toda a tradição seja reestabelecida, afinal de contas, a quermesse cumpre com uma parte importante, assistindo as entidades da cidade e proporcionando ao povo um momento de descontração, em um clima familiar. Nunca passou pela nossa cabeça interrompê-la de forma definitiva”, esclarece o festeiro.

Ele ainda mencionou a histórica Entrada dos Palmitos, que também, por enquanto, não acontecerá. “Assim como a Entrada dos Palmitos que, culturalmente, é a única manifestação nesse formato aqui no Brasil, nós não abriríamos mão, sem dúvida, do peso histórico e da beleza deste momento. Faremos uma pequena manifestação nesse sentido no sábado que antecede Pentecostes, onde habitualmente é feita a Entrada dos Palmitos, agora. Faremos uma passeata para que os grupos folclóricos possam se apresentar”, revela.

Após dois anos sem apresentações das danças típicas, os devotos poderão retomar essa parte importante da Festa do Divino, “com toda a beleza e significado que sempre teve”, como afirmou o próprio festeiro. “O dia de hoje nos deixa especialmente felizes porque confirma a expectativa que tínhamos. Claro que sabemos que, em outras oportunidades, a quantidade de pessoa pode ter sido maior, mas não é isso que nos move. Vamos ver cada dia mais esse número aumentar e vestiremos a cidade com as nossas bandeiras, em um grande espírito de comunhão”, finalizou Ricardo, já ansioso para as próximas atividades da programação da Festa do Divino, que se estenderá até o próximo dia 5 de junho.

 

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