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Saiba quem é o novo secretário de Esportes de Mogi

Ewerton Komatsubara é o novo secretário municipal de Esportes de Mogi das Cruzes. O anúncio foi feito nesta terça-feira (9), em coletiva de imprensa organizada pela Prefeitura. Além de ter participado do projeto de construção do time Mogi Basquete, ele coleciona experiências internacionais e agora retorna para a cidade, com o foco de descentralizar o […]

Por O Diário
09/03/2021 15h31, Atualizado há 64 meses

Ewerton Komatsubara é o novo secretário municipal de Esportes de Mogi das Cruzes. O anúncio foi feito nesta terça-feira (9), em coletiva de imprensa organizada pela Prefeitura. Além de ter participado do projeto de construção do time Mogi Basquete, ele coleciona experiências internacionais e agora retorna para a cidade, com o foco de descentralizar o esporte, transformando-o em uma ferramenta de socialização.

Após polêmica no início do ano com a nomeação de Reinaldo Barreiros como secretário-adjunto desta mesma pasta, Ewerton foi apresentado em live transmitida do Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos, no Mogilar. Além dele e do prefeito Caio Cunha e da vice Priscila Yamagami, ambos do PODE, estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal, Otto Rezende (PSD), e também os vereadores Marcos Furlan (DEM), Edu Ota (PODE), Mauro do Salão (PL) e Edinho do Salão (MDB).

“A gente veio dar boa notícia. O esporte, mais que lazer, tem a ver com saúde e questão social”, iniciou o prefeito, que disse conhecer Ewerton há “uns 30 anos”, da época do Colégio Policursos. Já o secretário revelou, logo na primeira fala, uma “alegria muito grande em voltar para o ginásio, depois de cinco anos”.

Ele lembrou que foi o lugar onde teve “prazer de estar desde o início, em 2011, quando as luzes eram apagadas”. Falou em “levar o nome da cidade para um patamar inimaginável”, o que exige “trabalho duro”.

“A gente tem que trazer o que há de mais moderno e o que está acontecendo lá fora, adaptando para nossa realidade, tanto em termos econômicos como de gestão humana”, disse, para adiantar um convite não oficial que já recebeu: “ir para a Alemanha fazer intercâmbio no Bayern de Munique”.

Não apenas o basquete, hoje o “carro-chefe” da cidade em esportes de alto rendimento, mas também outras modalidades, como futebol, caratê e handebol, devem estar no radar de atuação do novo secretário.

“Aceitei o convite porque vai ao encontro com a transformação. Entre agradar e desagradar, o que prevalece é a transformação para criar metodologias de trabalho, de esporte, e inverter a pirâmide da nossa cidade, trazendo o esporte para os lugares mais carentes, criando núcleos para que as crianças fomentem algo que vai deslumbrar futuro, que mude a rotina e socialização delas no contexto diário. Depois, a gente parte para a ponta contrária da pirâmide, o alto rendimento”.

Tanto a descentralização quanto o foco em mais modalidades devem surgir a partir de estudos baseados em “pulverização” dos trabalhos. “No linguajar popular, é ir para a festa e dividir o bolo. Se olhar para apenas uma modalidade e enxergar nela um poder de massificação, é como estar em um túnel escuro. Precisamos sair da bolha, entender a regionalidade de cada espaço e estancar os problemas, talvez com uma pista de atletismo, um centro de artes marciais ou uma escolinha de futebol”.

Perfil

“Natural de Mogi das Cruzes, Ewerton Komatsubara começou a jogar basquete ainda adolescente, no Colégio Policursos, onde estudou. Como jogador, atuou na categoria juvenil de equipe Report Suzano, por dois anos, e por um ano no time principal. Mudou-se para o Japão na década de 90, onde defendeu a equipe da Panasonic. Também deu aulas de basquete em Fukushima. Após ter atuado como jogador, começou a trabalhar como empresário de atletas, iniciando uma carreira bem-sucedida na área. Retornou a Mogi das Cruzes em 2011 e participou do projeto de construção do Mogi Basquete, permanecendo na equipe até 2016. Retornou ao Japão em 2017, onde atuou na Liga Profissional do País, que está em franco processo de crescimento e desenvolvimento técnico e profissional”. Estas informações são da Prefeitura de Mogi.

Socialização, Educação e Cultura

Questionado sobre como o esporte será utilizado como ferramenta de socialização, Ewerton disse durante a coletiva “já ter um escopo de trabalho” que será “apresentado para a imprensa nos próximos dias”, considerando inclusive a atual fase vermelha de Mogi. As definições se darão “por blocos, modalidades e regiões”.

As falas do secretário durante a coletiva lembraram o posicionamento de integração entre pastas adotado por Kelen Chacon, no momento em que foi anunciada a secretária de Cultura do governo Caio Cunha. E essa intenção foi confirmada pela vice-prefeita, Priscila Yamagami.

“Esporte, Educação, Cultura, Assistência Social. Todas as secretarias, como a de Desenvolvimento Econômico, para o empreendedorismo no esporte. Temos mil ideias e com certeza essa integração já vem acontecendo de forma muito forte”, prometeu ela.

Futebol

Uma das demandas levadas ao secretário Ewerton durante a coletiva foi relacionada ao futebol. Mogi dará mais atenção para esta modalidade? A resposta é sim, inclusive com olhar especial para a prática na várzea. “A gente precisa aprofundar e resgatar isso”, disse o secretário, que disse ter vários projetos para este esporte. “Estou muito a fim. Por mim, já estava lá no campo”, afirmou, embora tenha dito que não pode “ser leviano” e definir prazos”. Mas garantiu que mecanismos serão criados. “Vai acontecer”, prometeu.

Planejamento

Otimista, Caio Cunha disse que uma crise como a atual, de Covid-19, esconde “grandes oportunidades”. Uma delas é a possibilidade de “planejar e construir por mais tempo”. “Esse ano não é só de adaptação da gestão. É a adaptação de todas as áreas, como o esporte, tão essencial e às vezes não valorizado como deveria”, seguiu, para na sequência dizer que teve uma reunião nesta segunda (8) “com um grupo de atletas e empresários” do setor e definir que “a atividade física é um serviço essencial para a saúde”. “Se todo mundo tivesse uma vida ativa, com certeza os índices de ocupação de leitos seriam menores”, cravou.

Priscila Yamagami completou o pensamento, fazendo uma analogia esportiva. “A gente está no vestiário se preparando para o jogo, combinando e planejando. O que a gente pensar nesse tempo de vestiário, as perspectivas e oportunidades, nos farão ter o melhor jogo possível no retorno”.

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