Câmara de Mogi das Cruzes aprova criação de campanha de combate a caramujos africanos
Proposta busca orientar a população sobre as formas de combate e prevenção de doenças que podem ser causadas pelos caramujos, considerados uma espécie invasora
25/03/2026 08h34, Atualizado há 1 mês
Caramujo africano | Divulgação/Prefeitura de Lorena
A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou, nesta terça-feira (24), o projeto de lei que institui no município a campanha de combate e prevenção de doenças causadas por caramujos africanos (Achatina fulica). O texto, de autoria da vereadora Fernanda Moreno (MDB), alerta que os moluscos tem a capacidade de transmitir parasitas responsáveis por doenças e contribuem para o aumento de outras infecções.
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O projeto também argumenta que, além do impacto na saúde pública, os caramujos também têm efeitos negativos no meio ambiente. Por serem uma espécie considerada invasora, eles competem com a fauna nativa para consumir recursos como água, território e comida e provocam um desequilíbrio ecológico.
O projeto de lei aprovado tem como objetivo institui uma campanha para orientar a população sobre as formas de combate e prevenção das doenças que podem ser causadas pelos caramujos. A campanha, ainda segundo o projeto, poderá conter atividades como a ampla divulgação em material impresso e mídias digitais oficiais sobre identificação, combate, formas de prevenção e as doenças causadas.
Segundo a vereadora, tem sido comum encontrar os caramujos africanos em bairros e distritos de Mogi como Jundiapeba, Quatinga, Pindorama, Jardim 9 de Julho, Alto do Ipiranga e Taiaçupeba.
“Eles têm sido encontrados em terrenos baldios e nas calçadas de casas. É fundamental não tocar nesses caramujos para evitar contaminação. Suzano também está registrando vários casos. Além de tudo, são uma verdadeira praga porque se reproduzem muito rápido”, argumenta Fernanda.