Lideranças femininas do Alto Tietê se reúnem para definir agenda de aceleração e bem-estar para 2026
Comitê de Aceleração Feminina (CAF) da AGFE promove encontro com foco em networking estratégico, equidade de gênero e saúde mental no ambiente corporativo.
25/03/2026 16h02, Atualizado há 1 mês
Durante o encontro, mulheres trocam experiências | Divulgação
O Comitê de Aceleração Feminina (CAF), braço da Agência de Fomento Empresarial do Alto Tietê (AGFE), realizou na manhã desta quarta-feira (25) a primeira reunião de 2026. O encontro reuniu diretoras, executivas e colaboradoras de grandes empresas da região para traçar as metas do ano e debater os desafios da presença feminina em cargos de alta gestão.
Desde sua criação, há cerca de dois anos, o grupo se consolidou como uma rede de apoio essencial para mulheres que ocupam posições de destaque em setores variados.
Para as participantes, o grande diferencial do CAF é a possibilidade de compartilhar práticas de sucesso entre as organizações associadas. Gabriely Melo, responsável pelo Capital Humano da AGFE, destaca que o comitê busca criar uma “agenda construtiva” para o desenvolvimento profissional e pessoal.
“São mulheres de expressão, com posicionamento de liderança, que se reúnem para discutir projetos e criar mais propósitos para as mulheres dentro da nossa cidade”, afirma Gabriely.
Fabiana Rodrigues da Costa Cunha, gerente de RH da Niterra do Brasil, reforça que essa troca de experiências é o pilar central.
“Acho que o maior ganho que a gente tem com esses encontros é o fortalecimento das nossas carreiras, é a troca que nós temos junto com outras empresas e com outras realidades, não só sobre o aspecto profissional, como também sobre o aspecto pessoal. Uma vez que a gente se desenvolve enquanto pessoa, você também se desenvolve enquanto profissional”, destaca.
Apesar dos avanços, a busca pela equidade de gênero continua sendo um desafio diário. De acordo com as líderes presentes, equilibrar as diversas frentes da vida pessoal e profissional exige não apenas competência técnica, mas uma rede de apoio sólida.
Patrícia Bonetti de Souza, vice-presidente do Club Med Brasil, recorda que o projeto nasceu com foco em relacionamento e novos negócios. “A rede de apoio é importante porque buscamos onde está o desafio hoje. Já me aproximei de várias lideranças que me ajudaram a direcionar desafios com a equipe”, revela.
A respiração como tecnologia humana
Um dos pontos altos do evento foi a palestra da terapeuta transpessoal Vivian Amarante. Em um momento em que as empresas precisam se adequar à NR1 (Norma Regulamentadora), que exige cuidados com a saúde mental e organizacional, Vivian apresentou a respiração consciente como ferramenta de autorregulação.
“A gente precisa respirar para viver. Quando a gente faz isso com consciência, é um trabalho do mundo interno que regula o sistema nervoso com muita simplicidade, traz equilíbrio pro que a gente chama do simpático e parassimpático, autorregulando o nosso sistema. Com a respiração, com a consciência da respiração feita da maneira certa, a gente tem uma regulação do mundo interno de forma muito rápida, muito efetiva”, pontuou.
O uso dessas técnicas preventivas visa combater o estresse e promover o equilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático, garantindo que as executivas mantenham a alta performance sem comprometer a saúde física e mental.