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Entenda como a contação de histórias contribui para o desenvolvimento infantil

A contação de histórias é uma arte milenar de transmitir conhecimento e emoções que, cada vez mais, tem se consolidado como uma ferramenta pedagógica e terapêutica, especialmente na primeira infância, fase em que a linguagem, os vínculos e a segurança emocional ainda estão sendo construídos. Desde os primeiros meses de vida, o contato com histórias […]

Por Edicase Conteúdo
23/04/2026 16h00, Atualizado há 3 horas

A contação de histórias é uma arte milenar de transmitir conhecimento e emoções que, cada vez mais, tem se consolidado como uma ferramenta pedagógica e terapêutica, especialmente na primeira infância, fase em que a linguagem, os vínculos e a segurança emocional ainda estão sendo construídos.

Desde os primeiros meses de vida, o contato com histórias já traz benefícios. Mesmo sem compreender as palavras, o bebê percebe o ritmo, a entonação e, principalmente, o vínculo com quem narra.

“Narrativas simples, com repetição, musicalidade e imagens claras, como contos de fadas, situações do cotidiano e histórias simbólicas, são as mais indicadas nessa fase, especialmente por abordar emoções de forma acessível e significativa”, explica a psicopedagoga e contadora de histórias Paula Furtado.

Benefícios da contação de histórias

As histórias também contribuem para a formação da escuta ativa, pois ao acompanhar enredos, a criança aprende a esperar, seguir uma sequência e se conectar com o outro, exercitando a atenção e a compreensão. Nesse processo, essa habilidade se constrói de forma gradual, tendo a contação de histórias como um importante recurso para esse desenvolvimento.

A atividade auxilia, ainda, na organização das experiências infantis e dá clareza a situações que ela ainda não consegue elaborar sozinha. Aquilo que antes era um “aperto” ou um incômodo, passa a ter nome, sentido e possibilidade de transformação.

“Ao proporcionar um local seguro de escuta e imaginação, seja no ambiente escolar, em casa ou em espaços culturais, a prática permite que a criança amplie o vocabulário e fortaleça sua relação afetiva com os livros, facilitando o interesse pela leitura ao longo da vida”, enfatiza a profissional.

Mãe e filha lendo em cabana no quarto
Durante a contação de histórias, a criança aprende a lidar com desafios e encontra um espaço seguro para compreender e expressar emoções (Imagem: Evgeny Atamanenko | Shutterstock)

Caminho para temas sensíveis

Mais do que entretenimento, a criança é conduzida por narrativas que dialogam com a “jornada do herói” ao se identificar com personagens e acompanhar seus desafios e conquistas. Esse processo contribui para a construção da ideia de que as dificuldades fazem parte da vida e podem ser enfrentadas.

Além disso, a prática possibilita abordar temas delicados, como medo, perda e frustração, de forma sensível e adequada. Ao mesmo tempo, cria um ambiente acolhedor (especialmente para crianças tímidas ou com dificuldades sociais), favorecendo a expressão por meio das histórias até que desenvolvam mais confiança para se comunicar com autonomia.

Recursos que ampliam o saber

A contação de histórias também pode ter como aliada os recursos digitais, desde que utilizados com intencionalidade e equilíbrio. Ferramentas como histórias interativas, áudios e elementos visuais ampliam a participação e o interesse das crianças, mas não substituem a experiência do vínculo humano. “A tecnologia pode enriquecer a narrativa, mas precisa ser mediada pelo adulto. Ela expande a vivência, sem substituir o contato afetivo”, destaca Paula Furtado.

Por Elenice Costola

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