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Infecção urinária pode evoluir para quadro grave nos rins, alerta especialista

Quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir para um quadro mais grave: a pielonefrite, infecção que atinge os rins

Por O Diário
02/05/2026 14h29, Atualizado há 2 horas

Infecção urinária pode alterar o funcionamento dos rins | Divulgação

A infecção urinária é bastante comum, principalmente entre mulheres, e na maioria dos casos fica restrita à bexiga, causando a chamada cistite. Porém, quando não tratada adequadamente, pode evoluir para um quadro mais grave: a pielonefrite, infecção que atinge os rins.

Segundo o nefrologista Victor Jordão, da Hapvida, “a pielonefrite é uma inflamação dos rins provocada, na maioria dos casos, por bactérias que saem das vias urinárias mais baixas, como a bexiga, e ascendem até os rins”.

A diferença principal entre os quadros está na gravidade. Enquanto a cistite provoca sintomas locais, como dor ao urinar e desconforto abdominal, a infecção renal é mais intensa e sistêmica.

“Na cistite, os sintomas são mais localizados. Já a pielonefrite costuma vir acompanhada de febre, dor lombar intensa e queda do estado geral”, explica o médico.

O processo geralmente começa com bactérias do intestino que chegam à uretra e à bexiga, podendo subir até os rins. Há fatores que favorecem essa progressão, como baixa ingestão de água, segurar a urina por muito tempo e relações sexuais.

Segundo o especialista, “beber pouca água reduz a frequência urinária, o que facilita a permanência e a multiplicação das bactérias”.

Os sinais de alerta incluem febre alta, dor lombar forte e mal-estar. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico rapidamente, já que a evolução pode ser grave, principalmente em gestantes, idosos, diabéticos e pessoas com baixa imunidade.

Se não tratada corretamente, a pielonefrite pode causar danos aos rins.

“O principal risco são infecções de repetição, que podem provocar cicatrizes nos rins e, ao longo do tempo, levar à perda da função renal”, alerta Victor Jordão.

O diagnóstico é feito por exames de urina e urocultura, que ajudam a identificar a bactéria e o tratamento adequado. Casos leves podem ser tratados com antibióticos orais, enquanto situações mais graves podem exigir internação.

Para prevenção, o médico reforça medidas simples: beber bastante água, não segurar a urina e urinar antes e após relações sexuais.

“Manter hábitos preventivos e procurar atendimento ao primeiro sinal de infecção são as melhores formas de proteger os rins”, finaliza.

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