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Agricultor e empresário Kohei Hasegawa morre aos 74 anos

O corpo do agricultor e empresário Kohei Hasegawa, 74 anos, foi sepultado na tarde desta segunda-feira (8), no Cemitério São Salvador, no Parque Monte Líbano, após as últimas homenagens prestadas por familiares e amigos, no Velório Cristo Redentor. O imigrante japonês, que veio para o Brasil em 1962 e se tornou um dos principais produtores […]

Por O Diário
08/03/2021 16h33, Atualizado há 65 meses

O corpo do agricultor e empresário Kohei Hasegawa, 74 anos, foi sepultado na tarde desta segunda-feira (8), no Cemitério São Salvador, no Parque Monte Líbano, após as últimas homenagens prestadas por familiares e amigos, no Velório Cristo Redentor.

O imigrante japonês, que veio para o Brasil em 1962 e se tornou um dos principais produtores de hortaliças de Mogi das Cruzes e do país, lutava contra um câncer e morreu na manhã desta segunda (8).

De acordo com informações obtidas no site da empresa Hasegawa, instalada na estrada do Rio-Acima, no bairro Irohy, em Biritiba Mirim, aos 13 anos, acompanhado dos pais, ainda jovem e sem experiência na agricultura, Hasegawa chegou ao Brasil.

Ele tinha visão de negócio e forte determinação de produzir hortaliças, por isso, mesmo diante das adversidades, como a falta de recursos financeiros, iniciou atividades na cidade de Registro, no interior do Estado de São Paulo, na produção de chá, como meeiro, dividindo 50% dos lucros com o proprietário da terra.

Durante um ano, permaneceu nessa atividade e, em seguida, mudou-se para Piedade, onde ficou mais um período produzindo tomate e cenoura. Na sequência, transferiu suas atividades para Suzano para cultivar hortaliças como meeiro.

Mas a determinação e o sonho de ser dono do seu negócio persistiam. Então, em 1965, comprou as terras do seu arrendatário, um pequeno trator e um caminhão ano 1959 para começar a produção, que inicialmente era de cinco engradados de hortaliças por dia.

Com a compra de mais terras, a produtividade cresceu para 40 engradados, na época em que as hortaliças eram transportadas e comercializadas por atacadistas do Ceasa e Mercado da Cantareira, que cobravam 15% de comissão. Em 1971, já com maior produção, Hasegawa decidiu comercializar seus produtos no Ceagesp.

Em 1978, modernizou a produção agrícola, por meio da mecanização. Inicialmente, importou um trator com tração nas quatro rodas e modificou o sistema de irrigação, que passou a ser de mangueira por aspersão. Como era preciso inovar mais, foram desenvolvidas máquinas utilizadas até hoje, que na época não existiam no Brasil, como canteiradeira rotativa, compostadeira, dentre outras.

O negócio foi ampliado e possibilitou a aquisição de terras em Biritiba Mirim. De início, a baixa qualidade do solo na região impôs dificuldades na produtividade. Em determinadas épocas, as perdas chegavam a até 100% da produção. Novamente, em virtude do grave problema, Hasegawa foi motivado a estudar a produtividade agrícola, doenças e nutrição da terra.

Tal pesquisa resultou no desenvolvimento de microorganismos, bactérias, para tratamento do solo, novas formas de adubação e técnicas de compostagem, que resultaram na melhoria da produção e diminuição das perdas. 

A boa produtividade do solo de Biritiba Mirim e de Suzano garantiu o crescimento na produção de hortaliças, principalmente, alface crespa.

Em 1985, adquiriu, por meio de leilão, terras em Suzano, e em 1995, em meio à crise, foi necessária nova estratégia comercial. A venda no Ceagesp foi suspensa, substituída pela comercialização direta de hortaliças em supermercados na região de São Paulo.

Em 2007,atento à necessidade do mercado, iniciou-se a produção de hortaliças minimamente processadas (prontas para o consumo), atendendo com a comercialização direta, supermercados e clientes institucionais do “catering” aéreo e cozinhas industriais.

Atualmente, a empresa Hasegawa é formada por duas fazendas: Suzano e Biritiba Mirim. São 140 hectares de área produtiva e 20 hectares de produtores terceirizados exclusivos. A estrutura física é composta por ”Packing House”, telas anti-granizo, estufas, oficina, e fabricação própria das mudas e compostagem. Possui frota de caminhões e tratores, além de manutenção.

A equipe é composta de 300 colaboradores (técnicos agrícolas, nutricionista, advogados, consultor de negócios, consultor administrativo, entre outras especialidades) que têm o mesmo sonho do seu fundador: produzir e fornecer hortaliças de qualidade ao consumidor, respeitando o meio ambiente, por meio da utilização de recursos naturais.

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