Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Conteúdos virais: veja os impactos no comportamento de crianças e adolescentes

Vídeos curtos, narrativas aceleradas e tendências virais passaram a fazer parte da rotina de crianças e adolescentes que utilizam as redes sociais. A associação entre aparência infantil e conteúdos adultos amplia o alcance, fazendo com que o consumo aconteça de forma contínua e muitas vezes automática. Contudo, isso pode trazer impactos para o comportamento, o […]

Por Edicase Conteúdo
08/05/2026 19h00, Atualizado há 2 meses

Vídeos curtos, narrativas aceleradas e tendências virais passaram a fazer parte da rotina de crianças e adolescentes que utilizam as redes sociais. A associação entre aparência infantil e conteúdos adultos amplia o alcance, fazendo com que o consumo aconteça de forma contínua e muitas vezes automática. Contudo, isso pode trazer impactos para o comportamento, o aprendizado e a formação crítica dos mais jovens.

“Esse tipo de conteúdo chama atenção porque é fácil de entender, é visualmente atrativo e segue um padrão. O problema está na forma como temas complexos aparecem ali, muitas vezes sem contexto ou reflexão, o que ajuda a naturalizar comportamentos que exigem discussão”, explica Larissa Capito, especialista em Psicologia Escolar e da Educação e orientadora educacional do Colégio Santa Catarina (Mooca/SP).

A exposição recorrente a esse tipo de narrativa pode impactar a forma como crianças e adolescentes interpretam situações do mundo real, especialmente em uma fase na qual a consciência ética e moral ainda está em formação. “Os jovens passam de um vídeo para outro sem elaborar o que viram. Quando temas como violência ou desrespeito aparecem associados ao humor, há um risco de dessensibilização”, afirma.

Mediação é mais eficaz do que proibição 

Diante desse cenário, especialistas reforçam que o foco deve estar menos na proibição e mais na mediação do consumo. “Mais importante do que o tempo de tela é a qualidade do conteúdo e a presença de mediação. É preciso ajudá-los a entender o que estão assistindo, questionar e desenvolver senso crítico”, orienta Larissa Capito.

Na prática, algumas estratégias podem ajudar no dia a dia:

  1. Acompanhar o conteúdo consumido: estar por perto e, sempre que possível, assistir junto permite identificar temas sensíveis e entender como a criança interpreta o que vê;
  2. Promover conversas sobre os vídeos: questionar o que foi assistido ajuda a evitar o consumo automático e favorece a reflexão;
  3. Contextualizar temas sensíveis: quando conteúdos abordarem violência ou desrespeito, é importante explicar e discutir, evitando naturalizações;
  4. Estabelecer limites de tempo de tela: criar rotinas contribui para reduzir o consumo excessivo;
  5. Equilibrar estímulos: alternar conteúdos rápidos com atividades que exigem mais concentração, como leitura, escrita e resolução de problemas.
Mãe e filho sorrindo enquanto leem juntos um livro no sofá de casa
Equilibrar o tempo de tela com atividades de concentração ajuda no desenvolvimento cognitivo (Imagem: AYO Production | Shutterstock)

O efeito dos vídeos rápidos no cérebro 

Além das questões relacionadas à formação de valores, o consumo frequente de vídeos curtos pode provocar efeitos comportamentais importantes. Isso acontece porque esses conteúdos operam com estímulos rápidos e recompensas imediatas, reduzindo o contato com experiências cognitivas mais complexas.

“Quando o cérebro se acostuma a esse ritmo, a capacidade de aprender é prejudicada. Há mais dificuldade de lidar com conteúdos que exigem abstração, compreensão e contexto”, reforça Larissa Capito. Ela destaca os principais prejuízos comportamentais associados ao consumo excessivo:

  • Redução da capacidade de reflexão;
  • Aumento da impulsividade;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de lidar com frustração.

Por Nadja Cortes

Tags
Mais noticias

Entenda como os eclipses podem afetar diferentes aspectos da vida

Sindicato decide manter greve nos trens das Linhas 11, 12 e 13 da CPTM

Nascem os dois primeiros bebês da Maternidade de Mogi das Cruzes

Veja Também