Vale tudo
“Em campanha eleitoral grande não se perde oportunidade de atacar um oponente”, avalia Laerte Silva
09/05/2026 13h10, Atualizado há 2 horas
Disputa que começa a ter seus contornos na busca pelo cargo de presidente da República | Foto: Reprodução

Em artigo anterior, comentei aqui neste espaço sobre a Caixa de Pandora que envolvia os escândalos do Banco Master e seu dono, o banqueiro Daniel Vorcaro, com expoentes da política nacional e, supostamente, também com ministro do Supremo Tribunal Federal, conforme a imprensa divulgou.
No furacão das investigações, a notícia atual é o suposto envolvimento do banqueiro com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o que assombra o parlamentar ligado ao bolsonarismo. Efeito Pandora.
Em ano eleitoral, qualquer descuido ou problema que chegue perto de um pré-candidato em suas relações com investigados compromete a obtenção de votos. Ciro Nogueira foi ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro, o qual, por sua vez, apadrinhou, por óbvio, a pré-candidatura do seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Assim como a indicação de Jorge Messias ao STF pelo presidente Lula naufragou, e a direita vai ter isso como bandeira eleitoral também, a proximidade de Ciro Nogueira com a candidatura de Flávio Bolsonaro igualmente sofrerá ataques da esquerda.
O escândalo do INSS ronda o presidente Lula. É mais um elemento, valendo-se o presidente das imagens produzidas no ambiente internacional, como da última reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, para tentar alavancar uma posição de estadista.
É a disputa que começa a ter seus contornos na busca pelo cargo de presidente da República. Ainda tem muita coisa para acontecer até o dia da eleição, mas nenhum argumento será desprezado para minar candidaturas oponentes. É o vale-tudo dando as caras!
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