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Dormir mal engorda? Entenda a relação com o metabolismo

Dormir pouco ou ter noites de sono de baixa qualidade pode trazer impactos que vão muito além do cansaço e da dificuldade de concentração no dia seguinte. Isso porque o sono exerce um papel importante no funcionamento do metabolismo e no equilíbrio do organismo como um todo, influenciando diretamente o controle do peso corporal. Segundo […]

Por Edicase Conteúdo
11/05/2026 16h01, Atualizado há 2 horas

Dormir pouco ou ter noites de sono de baixa qualidade pode trazer impactos que vão muito além do cansaço e da dificuldade de concentração no dia seguinte. Isso porque o sono exerce um papel importante no funcionamento do metabolismo e no equilíbrio do organismo como um todo, influenciando diretamente o controle do peso corporal.

Segundo Paula Pens, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o impacto do sono no peso ocorre principalmente por alterações hormonais. “Quando a pessoa dorme mal, há um desequilíbrio nos hormônios que regulam a fome e a saciedade, o que pode levar ao aumento do apetite ao longo do dia”, explica.

Confira, a seguir, como o sono pode interferir no peso corporal:

1. Alteração nos hormônios da fome 

A privação de sono aumenta a produção de grelina, hormônio responsável por estimular o apetite, e reduz a leptina, que sinaliza saciedade. Como resultado, a pessoa tende a sentir mais fome, principalmente por alimentos mais calóricos.

2. Maior vontade por alimentos ultraprocessados 

Quem dorme mal costuma sentir mais vontade de consumir alimentos ricos em açúcar e gordura, como forma de compensar a falta de energia. Isso pode levar a escolhas menos saudáveis ao longo do dia.

Mulher madura despertando sorridente em um quarto iluminado pela manhã, sentada na cama com braços erguidos e cobertor claro
Dormir pouco pode diminuir a disposição para atividades físicas, influenciado o peso corporal (Imagem: fizkes | Shutterstock)

3. Redução do gasto energético 

O cansaço provocado pela má qualidade do sono pode diminuir a disposição para atividades físicas e até para tarefas do dia a dia, reduzindo o gasto calórico total.

4. Impacto no metabolismo da glicose

Dormir pouco também pode prejudicar a forma como o corpo utiliza a glicose, favorecendo o acúmulo de gordura e aumentando o risco de problemas metabólicos ao longo do tempo.

5. Aumento do estresse e do cortisol 

A falta de sono está associada ao aumento do cortisol, hormônio do estresse, que pode contribuir para o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.

Rotina de descanso é aliada da saúde metabólica

De acordo com a professora, manter uma rotina de sono adequada é tão importante quanto cuidar da alimentação. “Não adianta focar apenas na dieta se o sono não está regulado. O organismo precisa de descanso para funcionar de forma equilibrada e manter o metabolismo saudável”, destaca.

Para melhorar a qualidade do sono, a orientação é manter horários regulares para dormir e acordar, evitar o uso de telas antes de deitar e reduzir o consumo de cafeína no período noturno. Pequenas mudanças de hábito podem fazer diferença tanto no descanso quanto no controle do peso.

Por Priscila Dezidério

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