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Ortopedista do Imot explica a demorada reabilitação após ruptura do tendão de Aquiles, caso do jogador Lucas Moura do São Paulo

Doutor Diego Braga detalha que o tendão é uma das estruturas mais fortes do corpo e o tratamento é progressivo, estimado entre seis e sete meses, geralmente.

Por Especial AGFE
19/05/2026 16h12, Atualizado há 1 mês

Lucas Moura rompeu o tendão de Aquiles durante partida | Reprodução

A recente lesão de rompimento total do tendão de Aquiles sofrida pelo jogador do São Paulo Futebol Clube, Lucas Moura, profissional de destaque com histórico também na Seleção Brasileira, chamou a atenção pelo longo período de tratamento. A previsão é de que ele volte a campo apenas no ano que vem. O tempo se deve à gravidade da lesão e os múltiplos tratamento para que ele volte a ser um atleta de alto rendimento.

O tendão de Aquiles é uma estrutura localizada na região posterior do tornozelo, reconhecida cientificamente como o tendão mais forte do corpo humano. Devido ao seu tamanho e posicionamento anatômico, ele figura entre as principais estruturas acometidas por episódios de ruptura no cenário esportivo de alto rendimento.

Ao longo da carreira, a demanda física expõe a região a microtraumas repetitivos, fatores mecânicos e baixo aporte sanguíneo, o que causa a degeneração das fibras colágenas e eleva o risco de lesões, principalmente em atletas entre trinta e quarenta anos.

No momento da lesão, o paciente costuma relatar a sensação de ter levado uma pedrada ou um chute no tornozelo, acompanhada de dor e limitação funcional, com perda da força para realizar a flexão plantar e apoiar o pé no chão. O diagnóstico pode ser feito inicialmente por palpação e testes clínicos devido ao hiato que se forma na região. No caso do atleta, ele foi encaminhado ao Hospital Albert Einstein para a realização de cirurgia conduzida pela equipe do professor Moisés Cohen.

Em atletas profissionais, a ruptura completa exige cirurgia imediata em regime de internação. O retorno definitivo às atividades esportivas profissionais de alto rendimento exige paciência e regularidade, ocorrendo de forma otimista em torno do sexto ao sétimo mês pós-cirúrgico, desde que toda a evolução clínica transcorra sem intercorrências ou retrocessos.

A reabilitação pós-operatória começa com duas a três semanas sem apoio do pé no chão, seguida pela progressão gradual de carga com o uso de bota ortopédica e calço regulador. O retorno às competições ocorre entre o sexto e o sétimo mês após o procedimento. Embora a maioria recupere a capacidade funcional e retorne integralmente às atividades sem sequelas, cerca de 20% dos profissionais enfrentam dificuldades para retomar o nível competitivo anterior.

Sobre o Imot

Fundado em 1976, o Imot é um dos maiores institutos especializados em ortopedia e traumatologia do Brasil, com pronto atendimento diariamente na unidade de Mogi das Cruzes, consultas, fisioterapia e diversos tratamentos especializados, além da Imot Care, com cuidados inter e multidisciplinares, e o Imot MovSaúde, com serviços exclusivos e inovadores.

O Imot fica na rua Otto Unger, 433, Centro, Mogi das Cruzes. Mais informações: telefone (11) 4728-3420, no site e redes sociais (@clinicaimot). Em Suzano, o endereço é rua Augusta Aparecida Carvalho Morais, 250 Jardim Santa Helena. Telefone (11) 4741-3333.

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