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Anvisa determina recolhimento de lote de água Crystal após identificação de bactéria

Análises confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto; comercialização e distribuição estão suspensas

Por O Diário
03/06/2026 08h46, Atualizado há 1 hora

Medida foi comunicada nesta quarta-feira (3) | Foto: Divulgação

Um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal está sendo recolhido do mercado após análises confirmarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto. A medida foi comunicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (3), por meio da Resolução nº 2.247/2026.

De acordo com a fabricante, a Mineração Bom Jesus Ltda., responsável pela produção da água em Luziânia (GO), o lote recolhido é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml distribuídas no Distrito Federal, em cidades vizinhas de Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo.

Segundo a empresa, foram distribuídas 230.443 unidades no Distrito Federal, 66.768 em municípios goianos, 1.439 no Tocantins e 75.750 no interior paulista. A fabricante informou ainda que, até o momento, não há registros de reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento.

O recolhimento voluntário foi iniciado após a emissão de um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria em uma amostra do produto coletada durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF).

De acordo com a Anvisa, o teste de contraprova, realizado conforme os procedimentos previstos pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com a confirmação, a Divisa-DF determinou a interdição local do lote e comunicou o caso ao órgão regulador.

O que fazer se tiver o produto em casa?

A orientação é que os consumidores verifiquem se possuem unidades do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.

Quem tiver o produto não deve consumi-lo e deve aguardar as orientações que serão divulgadas pela empresa sobre os procedimentos de devolução e reembolso.

Segundo informações apresentadas pela fabricante à Anvisa, o recolhimento foi iniciado imediatamente junto às distribuidoras e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis para compra pelos consumidores.

Fiscalização

A Anvisa reforçou que a medida se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. Além do recolhimento voluntário, a resolução determina a suspensão da comercialização, distribuição e uso do produto.

A empresa informou à agência que realizou uma investigação interna para apurar a ocorrência e identificar suas possíveis causas. Segundo a Anvisa, representantes da fabricante prestaram esclarecimentos ao órgão e vêm colaborando com as autoridades sanitárias na adoção das medidas necessárias.

A investigação segue em andamento com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, os laudos e demais evidências analisadas indicam que a ocorrência está restrita ao lote informado.

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