Judicialização dos planos de saúde supera o SUS pela primeira vez e a MVM10 alerta para o impacto nas empresas
Entre 2020 e 2024, as demandas contra planos aumentaram 110%, segundo o Conselho Nacional de Justiça
11/06/2026 09h59, Atualizado há 1 hora
Saúde suplementar soma 112 mil processos, contra 110 do SUS | Divulgação
Pela primeira vez na história, o número de processos judiciais contra planos de saúde superou o volume de ações contra a saúde pública no Brasil. Os dados foram apresentados no Fórum Jurídico de Lisboa pela conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Daiane Nogueira de Lira: 112 mil processos ativos na saúde suplementar contra 110 mil na saúde pública, atualizados até abril de 2026.
O crescimento é acelerado. Entre 2020 e 2024, as demandas contra planos aumentaram 110%, segundo o CNJ, o que corresponde a mais que o dobro do crescimento do Judiciário como um todo no período, que foi de 50%. O custo já chega a R$ 6,8 bilhões ao ano, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e parte desse valor é repassada aos contratos empresariais. No cenário mais crítico projetado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o Brasil pode ultrapassar 1,2 milhão de ações anuais até 2035, com impacto de R$ 4,5 bilhões adicionais por ano.
Para as empresas, o cenário reforça a importância de contar com consultoria especializada na contratação e gestão do benefício. Com mais de 50 anos de atuação, a MVM10 é referência nacional em corretagem de saúde corporativa. Sediada em Mogi das Cruzes (SP), presente em 25 estados e com mais de 42 mil vidas acompanhadas em todo o Brasil, a corretora atua de forma personalizada, ajudando empresas de todos os portes a contratar coberturas adequadas, negociar com critérios técnicos e reduzir conflitos com operadoras.
Em um mercado de 53 milhões de beneficiários e judicialização em alta, escolher bem o parceiro de saúde corporativa nunca foi tão estratégico.