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Por que adoecemos mais no inverno? Entenda as causas e veja como se proteger

O inverno se aproxima e, com ele, aquela velha história: basta o termômetro cair um pouco para espirros, tosses e lenços de papel entrarem em cena. Este ano, o cenário ganha um ingrediente extra com o fenômeno Super El Niño, que traz frentes frias acompanhadas de muita chuva e uma forte instabilidade no clima. O […]

Por Edicase Conteúdo
18/06/2026 16h01, Atualizado há 2 horas

O inverno se aproxima e, com ele, aquela velha história: basta o termômetro cair um pouco para espirros, tosses e lenços de papel entrarem em cena. Este ano, o cenário ganha um ingrediente extra com o fenômeno Super El Niño, que traz frentes frias acompanhadas de muita chuva e uma forte instabilidade no clima.

O frio não é o que nos deixa doentes no inverno, mas as nossas mudanças de hábitos e o comportamento dos vírus. “As doenças aumentam no frio porque aumenta a aglomeração de pessoas. Com isso, cresce a circulação de vírus como o sincicial respiratório, influenza e a covid-19, além de casos de rinite e sinusite”, explica Camila Ahrens, infectologista da Ahrens Health. 

Além disso, a especialista lembra que estamos vivendo um período de grande instabilidade climática, alternando dias de chuva intensa com breves períodos secos. Quando o ar fica seco, ele resseca as mucosas do nariz e da garganta, que são as nossas defesas naturais, facilitando a entrada de bactérias e vírus. Por outro lado, o excesso de chuva do El Niño estimula o mofo e os ácaros, um prato cheio para crises de asma e rinite.

Para passar por essa estação sem precisar correr para o hospital, a infectologista compartilha 5 hábitos simples que você deve incluir no seu dia a dia para se proteger no inverno. Confira!

1. Fuja dos ambientes totalmente fechados

Sabemos que dá vontade de fechar tudo para fugir do vento, mas manter janelas e portas com pelo menos uma fresta aberta é essencial para o ar circular, impedindo que os vírus fiquem concentrados no mesmo lugar.

2. Proteja os grupos de risco (extremos de idade)

Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção redobrada. Nesses grupos, um resfriado que parecia simples pode evoluir rapidamente para quadros bem mais graves.

Mulher dando água para uma criança, ambos vestidos com roupa de frio
A hidratação constante mantém as vias aéreas úmidas e prontas para barrar os germes (Imagem: Gorgev | Shutterstock)

3. Tenha sempre uma garrafinha de água por perto

No inverno, a gente quase não sente sede, mas o corpo precisa de tanta água quanto no verão. A hidratação constante mantém as vias aéreas úmidas e prontas para barrar os germes. Dica da médica: deixe uma garrafa ao seu lado para ir bebendo golinhos ao longo do dia.

4. Evite aglomerações desnecessárias

Como o contágio aumenta muito nesta época devido à proximidade entre as pessoas, tente evitar locais fechados e superlotados, especialmente se você estiver com a imunidade mais baixa.

5. Fique atento aos sinais de alerta do corpo

Se o resfriado ou a gripe apertar, saiba a hora de buscar ajuda. “Falta de ar ou dor no peito, febre persistente, sono excessivo ou desânimo extremo e dificuldade para se alimentar ou hidratar não podem ser ignorados”, alerta Camila Ahrens, que ressalta: “Quando surgir qualquer um desses sintomas, procure atendimento médico”. 

Por Sarah Corazza

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