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Veja os principais sintomas da meningite e como prevenir a doença

Em todo o mundo, mais de 5 milhões pessoas são afetadas pela meningite anualmente. A cada dez pacientes, um morre em decorrência da doença e outros dois, ficam com sequelas. A meningite é a inflamação grave das meninges, que são as membranas que revestem o cérebro e toda a medula espinhal e que pode ser […]

Por Edicase Conteúdo
24/06/2026 14h00, Atualizado há 2 horas

Em todo o mundo, mais de 5 milhões pessoas são afetadas pela meningite anualmente. A cada dez pacientes, um morre em decorrência da doença e outros dois, ficam com sequelas. A meningite é a inflamação grave das meninges, que são as membranas que revestem o cérebro e toda a medula espinhal e que pode ser causada por vírus, bactérias, parasitas ou fungos.

Em geral, a meningite bacteriana é a mais grave e pode evoluir rapidamente, exigindo tratamento imediato. Já a meningite viral costuma ser mais branda, com recuperação espontânea na maioria dos casos, mas ainda assim requer avaliação médica.

Principais sintomas da meningite

De acordo com a coordenadora do curso de Enfermagem da Unopar, professora Cristiane Aparecida Costa, entre os sintomas mais comuns estão a rigidez no pescoço, que dificulta o movimento de encostar o queixo no peito, além de febre, náuseas e dor de cabeça intensa.

“É importante que a meningite seja identificada assim que surgirem os primeiros sintomas, pois assim é possível que o tratamento seja iniciado rapidamente para evitar o desenvolvimento de lesões que podem resultar em sequelas permanentes ou morte”, alerta a especialista.

Formas de prevenção

Para reduzir o risco de contágio, Cristiane Aparecida Costa recomenda a adoção de alguns cuidados no dia a dia. Veja quais são:

  • Evitar locais com aglomeração de pessoas;
  • Deixar os ambientes ventilados e, se possível, ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e transporte coletivo;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Reforçar os hábitos de higiene, lavando as mãos com frequência, especialmente antes das refeições;
  • Manter a vacinação em dia.
Fotografia em ambiente clínico iluminado, mostrando uma médica pediatra de jaleco branco, máscara e luvas, segurando uma seringa preparada para vacinação. À direita, uma mulher com cabelos longos sorri enquanto segura um bebê no colo, que olha atentamente para a câmera. O cenário ao fundo é composto por prateleiras organizadas e plantas decorativas, transmitindo uma sensação de cuidado e segurança em um consultório médico.
A vacinação é uma importante forma de prevenção contra diferentes tipos de meningite (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

Tipos de meningite e vacinação

A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra a meningite. Confira quais vacinas disponíveis na rede pública ajudam a proteger contra diferentes tipos da doença:

Meningite tipo C (a proteção está contida na vacina Meningo C)

  • Para crianças: 1ª dose aos 3 meses e 2ª dose aos 5 meses.
  • Para adolescentes entre 12 e 13 anos: 1 dose.

Meningite por pneumococo (a proteção está contida na vacina Pneumo 10)

  • Para crianças: 1ª dose aos 2 meses e 2ª dose aos 4 meses.

Meningite por Haemophilus influenzae (a proteção está contida na vacina Pentavalente)

  • Para crianças: 1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e 3ª dose aos 6 meses.

Meningite tuberculosa (a vacina BCG protege contra a meningite tuberculosa)

  • Para crianças, ao nascer.

10 dicas de cuidados com a meningite

A meningite exige atenção médica rápida e cuidados específicos ao longo de todo o tratamento. Confira as principais orientações da coordenadora do curso de Enfermagem da Unopar, Cristiane Aparecida, em caso de suspeita da doença!

1. Procure atendimento médico imediato

Em caso de suspeita — como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, vômitos, confusão, sonolência excessiva ou manchas na pele que não desaparecem ao serem pressionadas — procure atendimento de emergência imediatamente. A meningite bacteriana é uma emergência médica e exige diagnóstico e tratamento rápidos.

2. Não adie exames diagnósticos essenciais

O diagnóstico costuma envolver exame clínico, punção lombar (para análise do líquido cefalorraquidiano), hemoculturas e exames de imagem quando indicados. Esses exames são essenciais para identificar a causa e orientar o tratamento adequado.

3. Inicie tratamento adequado conforme a causa

  • Meningite bacteriana: tratamento com antibióticos intravenosos e, às vezes, corticosteroides, conforme orientação médica;
  • Meningite viral: cuidados de suporte e, em casos específicos, uso de antivirais (como nos casos de herpes).
  • Meningite fúngica: antifúngicos específicos.
Uma paciente jovem deitada em uma cama de hospital, usando máscara cirúrgica descartável azul e camisola hospitalar clara, com um acesso venoso visível no dorso da mão.
Em alguns tipos de meningite bacteriana, é necessário isolamento (Imagem: PattyPhoto | Shutterstock)

4. Isolamento quando necessário

Algumas formas de meningite bacteriana (ex.: meningocócica) exigem precauções de contato e gotículas durante o período contagioso, até 24 horas após início do antibiótico. Siga orientações da equipe de saúde sobre isolamento.

5. Quimioprofilaxia e vacinação de contatos quando indicado

Para tipos específicos, como a meningite meningocócica, pode ser indicada a quimioprofilaxia (uso de antibióticos preventivos) para pessoas que tiveram contato próximo com o paciente. A vacinação também é uma medida preventiva essencial. Vacinas contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), pneumococo e meningococo são recomendadas conforme o calendário vacinal.

6. Controle dos sintomas e suporte geral

Hidratação adequada, controle da febre e dor, além de repouso, são medidas importantes durante o tratamento. Também pode ser necessária a monitorização de sinais neurológicos e o suporte em UTI.

7. Acompanhamento para complicações e sequelas

Meningite pode causar complicações (convulsões, edema cerebral, perda auditiva e déficits neurológicos). Monitorar e encaminhar para reabilitação (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento neurológico) quando houver sequelas.

8. Prevenção com medidas de higiene e redução de risco

Higiene das mãos, evitar o compartilhamento de objetos pessoais (como copos, talheres e escovas de dente) em casos de surtos e adotar medidas de prevenção em ambientes de risco, como creches e escolas. Também é importante cobrir a tosse e o espirro e manter a ventilação adequada em ambientes fechados.

9. Cumprir o tratamento completo

Seguir o esquema de antibióticos e demais medicações até o fim, mesmo que os sintomas melhorem, para evitar recidiva ou resistência. Comparecer às consultas de retorno e realizar exames de controle conforme orientação.

10. Informação e apoio às famílias

Explicar a doença, o prognóstico, sinais de alerta e os cuidados domiciliares; oferecer suporte emocional e orientações sobre reabilitação se houver sequelas. Notificar autoridades de saúde quando exigido (algumas meningites são de notificação obrigatória).

Por Deiwerson Damasceno

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