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Alto Tietê registra primeira morte por falta de leitos de UTI Covid-19

Na noite desta quarta-feira (17), um idoso de 83 anos morreu na fila de espera por leito de UTI para Covid-19 em Poá. É a primeira morte por falta de vagas registrada em todo o Alto Tietê. Com diabetes, hipertensão e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o homem estava internado em um dos dois leitos de […]

Por O Diário
18/03/2021 16h46, Atualizado há 65 meses

Na noite desta quarta-feira (17), um idoso de 83 anos morreu na fila de espera por leito de UTI para Covid-19 em Poá. É a primeira morte por falta de vagas registrada em todo o Alto Tietê.

Com diabetes, hipertensão e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o homem estava internado em um dos dois leitos de emergência do Hospital Municipal Dr. Guido Guida e aguardava transferência para UTI via Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) desde terça-feira (16).

A O Diário, a assessoria do hospital confirmou que não há UTIs no local. Ao todo, são 15 leitos de enfermaria, dos quais 93% (ou 14) estão ocupados, e dois de emergência, que segue com 50% de ocupação. “Atualmente, são sete pacientes que estão na fila de espera do Cross. Não houve morte no hospital por falta de leito”, traz a nota enviada à reportagem.

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A Secretaria Estadual de Saúde enviou a O Diário um balanço sobre a demanda de transferências para casos de Covid-19 via Cross. Este índice “cresceu 117% em comparação ao pico da pandemia: atualmente, são 1,5 mil pedidos por dia, contra 690 em junho de 2020, quando foi o auge da primeira onda. Já houve mais de 180,3 mil regulações desde março do ano passado”, esclarece a pasta.

Consta na nota que a regulação “depende da disponibilidade de leitos e de condição clínica adequada para que o paciente seja deslocado com segurança até o hospital de destino”.

Segundo o Estado, a rede de saúde “está impactada com o aumento de casos e internações”. Nesta quinta (17), 25,8 mil pessoas estavam internadas “por suspeita ou confirmação de Covid-19”, sendo 11,1 mil em UTI e 14,7 em enfermaria. 

O texto traz, ainda, um alerta. Embora o Governo de SP venha investindo o na ampliação de leitos – “somente neste mês anunciou a abertura de mais de 1 mil leitos e 12 hospitais de campanha”, é importante que a população “respeite a Fase Emergencial do Plano São Paulo, use máscaras, respeite o distanciamento social e fique em casa”.  

Até abril, a estimativa é que haja, com recursos estaduais, “mais de 9,2 mil leitos de UTI, contra 3,5 mil antes da pandemia”.

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