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7 sinais de que dieta e academia podem não resolver a insatisfação com o corpo

Praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada são hábitos fundamentais para a saúde. No entanto, nem sempre essas mudanças são suficientes para eliminar todas as queixas relacionadas ao corpo. Em alguns casos, excesso de pele, flacidez ou alterações musculares continuam presentes mesmo após a perda de peso e podem comprometer o conforto, a […]

Por Edicase Conteúdo
13/07/2026 13h02, Atualizado há 7 horas

Praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada são hábitos fundamentais para a saúde. No entanto, nem sempre essas mudanças são suficientes para eliminar todas as queixas relacionadas ao corpo. Em alguns casos, excesso de pele, flacidez ou alterações musculares continuam presentes mesmo após a perda de peso e podem comprometer o conforto, a mobilidade e até a autoestima.

Esse cenário é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que 57,5% dos brasileiros estão acima do peso e 24,3% vivem com obesidade. Com o aumento da busca por qualidade de vida, também cresce o número de pessoas que conseguem emagrecer, mas permanecem insatisfeitas com a própria aparência.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Marco Dallegrave, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), é importante entender que nem toda alteração corporal desaparece apenas com dieta e exercícios físicos.

“Os hábitos saudáveis são indispensáveis e devem sempre ser incentivados. Porém, algumas mudanças provocadas pelo envelhecimento, pela gestação, por grandes perdas de peso ou até por fatores genéticos não dependem apenas do emagrecimento ou do fortalecimento muscular”, explica.

Confira alguns sinais que podem indicar que vale a pena procurar uma avaliação especializada.

1. A pele continua sobrando mesmo depois de emagrecer

Quem perde muito peso, especialmente após uma cirurgia bariátrica ou um processo intenso de emagrecimento, pode continuar com excesso de pele em regiões como abdômen, braços, coxas e mamas. Além da aparência, esse excesso pode provocar assaduras, desconforto e até dificultar a prática de exercícios físicos.

“Em muitos pacientes, o peso deixa de ser o principal problema. O excesso de pele passa a interferir na qualidade de vida e até na rotina”, afirma o Dr. Marco Dallegrave.

2. A flacidez não melhora com a musculação

Ganhar massa muscular ajuda a definir o corpo, mas não recupera a elasticidade da pele quando ela já perdeu colágeno devido ao envelhecimento, à gravidez ou às oscilações de peso. “Fortalecer a musculatura continua sendo importante para a saúde, mas isso nem sempre resolve a flacidez, porque são alterações diferentes”, explica.

3. O abdômen continua projetado mesmo com pouca gordura

Nem toda barriga persistente está relacionada ao excesso de gordura. Em muitas mulheres, principalmente após a gestação, o volume abdominal pode estar ligado à diástase, condição caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen. “A avaliação médica permite identificar se a principal causa é gordura localizada, flacidez ou uma alteração muscular que precisa de outra abordagem”, orienta o Dr. Marco Dallegrave.

A imagem mostra uma mulher usando roupas esportivas enquanto mede a circunferência da cintura com uma fita métrica azul.
Em alguns casos, apenas alimentação equilibrada e prática de atividade física não são suficientes para resolver a insatisfação com certas áreas do corpo (Imagem: MAYA LAB | Shutterstock)

4. Apenas uma região do corpo continua incomodando

Há pessoas que mantêm peso adequado, praticam atividade física e têm uma alimentação equilibrada, mas continuam insatisfeitas com áreas específicas, como braços, papada, flancos, abdômen ou mamas. Segundo o especialista, fatores anatômicos e genéticos também influenciam o formato corporal. “O corpo responde de maneira diferente em cada pessoa. Existem características que não mudam apenas com alimentação e atividade física”, destaca.

5. O desconforto interfere nas atividades do dia a dia

Quando o excesso de tecido provoca irritações na pele, dificulta movimentos, limita a escolha das roupas ou atrapalha a prática de exercícios, o problema deixa de ser apenas estético. “O impacto funcional também deve ser considerado durante a avaliação. O objetivo é melhorar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente”, afirma.

6. O peso ideal foi alcançado, mas a insatisfação permanece

Nem sempre atingir o peso desejado significa sentir-se satisfeito com a própria imagem. “É importante entender de onde vem essa insatisfação. Nem toda queixa será resolvida com cirurgia, assim como nem toda será resolvida apenas com dieta. Cada caso precisa ser avaliado individualmente“, explica.

7. A solução parece ser treinar cada vez mais

Quando os resultados deixam de aparecer, muitas pessoas aumentam a intensidade dos treinos ou fazem restrições alimentares mais severas. Porém, isso pode não resolver alterações que não estão relacionadas ao excesso de gordura.

“É fundamental compreender a origem da queixa antes de insistir em estratégias que podem gerar frustração. A cirurgia plástica não substitui hábitos saudáveis, mas pode ser indicada quando existe uma limitação anatômica que não melhora com alimentação equilibrada e atividade física”, conclui o Dr. Marco Dallegrave.

Por Carolina Lara

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