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Dinheiro de ninguém

“Emenda parlamentar como instrumento político”

Por Laerte Silva
20/07/2026 09h39, Atualizado há 22 horas

Tarifaço dos Estados Unidos sobre nosso país é novamente a bola da vez | Foto: Reprodução/Internet

A Copa do Mundo de Futebol está indo embora, o Brasil teve uma vergonhosa participação pelo futebol pequeno que levou e, nessa esteira, a campanha política vai tomando tração cada vez maior.

O tarifaço dos Estados Unidos sobre nosso país é novamente a bola da vez e, sendo praticado, impactará produtores e exportadores brasileiros. É o ambiente político nacional, especialmente a campanha presidencial, na rota internacional, pois coloca em choque opositores que disputarão a Presidência da República.

Como toda campanha eleitoral, já nos acostumamos: os podres “poderes” são mostrados e explorados à exaustão por adversários.

As tais emendas parlamentares, que direcionam dinheiro para bases eleitorais, estão no foco da Polícia Federal e chegando a peixes grandes da política, mesmo sem mandato, mas não entram no radar dos partidos, pois não interessa investigar o que todos fazem.

Não vem de agora a participação de dirigentes partidários em construir um caminho para fazer o dinheiro chegar às suas bases eleitorais ou onde há interesse partidário forte, o que não pode ser criminalizado por si só.

É certo que o olhar parlamentar pode auxiliar muitos municípios, como também, à toda evidência, o braço político pode acabar desviando recurso importante de um local onde a necessidade está em alta, em benefício de município onde parentes e amigos administram.

O orçamento da União não pode ser tratado como dinheiro de ninguém e, segundo se noticia, no primeiro semestre de 2026, quase 40 bilhões de reais foram direcionados por parlamentares sem uma boa transparência. Se o direcionamento de emendas, um instrumento político, está cumprindo efetiva função social, não se sabe, mas é uma grana alta cuja mão benfeitora, em alguns casos, não quer ser investigada.

  • As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem necessariamente a posição editorial do jornal.

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