3 exercícios respiratórios que auxiliam na recuperação da gripe
Durante o inverno, os casos de gripe costumam aumentar devido à maior circulação do vírus Influenza e à permanência das pessoas em ambientes fechados. Trata-se de uma infecção aguda do sistema respiratório que afeta o nariz, a garganta e os pulmões, podendo provocar sintomas como febre, tosse, dor no corpo e dificuldade para respirar em […]
21/07/2026 15h02, Atualizado há 4 horas
Durante o inverno, os casos de gripe costumam aumentar devido à maior circulação do vírus Influenza e à permanência das pessoas em ambientes fechados. Trata-se de uma infecção aguda do sistema respiratório que afeta o nariz, a garganta e os pulmões, podendo provocar sintomas como febre, tosse, dor no corpo e dificuldade para respirar em alguns casos.
Nesse contexto, exercícios de respiração realizados em casa podem ser aliados na recuperação e na prevenção de complicações. De acordo com o coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Unopar, Prof. Luiz Otavio Davanso, eles contribuem para melhorar a oxigenação sanguínea, promover a mobilização de secreções, assim como trabalhar a expansão dos pulmões.
“É preciso deixar bem claro que os exercícios não impedem novas contaminações, porém o uso dessas técnicas auxilia na função pulmonar e ajuda a desobstruir as vias aéreas inferiores e superiores”, afirma. Além disso, ele alerta que nada substitui a avaliação de um profissional especializado e que quadros mais graves não devem ser negligenciados.
Para a recuperação de casos simples, o Prof. Luiz Otavio Davanso indica três exercícios fisioterapêuticos respiratórios, que podem ser realizados em séries de dez repetições, até duas vezes por dia. Confira!
1. Inspiração em três tempos
Para esse exercício, é indicado que o ar seja inspirado em três intervalos, até que seja absorvido o máximo possível. “Realize a abertura dos braços em três tempos, acompanhando cada respirada. Após a abertura completa, segure o ar por dois segundos”, ensina o fisioterapeuta. A atividade leva os pulmões até sua capacidade total e, consequentemente, gera ventilação de áreas que não são atingidas ao respirar normalmente.

2. Respiração diafragmática
Outra técnica indicada pelo especialista é a respiração diafragmática. “Coloque uma mão no tórax e a outra no abdômen, próximo ao umbigo. Nesse ponto, controle a respiração e permita a movimentação apenas da barriga, igual à respiração das crianças”, orienta o Prof. Luiz Otavio Davanso. Ele explica que o diafragma é o principal músculo da respiração. “Esse movimento contribui com a redução da frequência cardíaca, combatendo o estresse e ajudando a pessoa a relaxar”, acrescenta.
3. Borbulhar
Com o auxílio de um copo com água e um canudo, é possível mobilizar secreções que se encontram nas regiões inferiores do pulmão por meio da vibração provocada por borbulhamento. “Inspire e segure o oxigênio por três segundos. Depois, expire todo o ar pelo canudo, fazendo bolhas durante o máximo de tempo possível, para transportar todas as substâncias que estão no tórax”, explica. Se a força da atividade provocar tontura constante, é preciso interromper e procurar por um profissional.
Por Deiwerson Damasceno dos Santos