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Ana Maria Sandim assina carta de número 45 contra o pedágio

A professora Ana Maria Sandim assina a carta endereçada ao governador do estado, João Doria, com alguns dos argumentos de Mogi das Cruzes contra a instalção de um pedágio em Mogi das Cruzes. Desde maio passado, o jornal O Diário publica a série de relatos de liderança políticas e sociais contra a praça de cobrança […]

Por O Diário
06/07/2021 18h04, Atualizado há 61 meses

A professora Ana Maria Sandim assina a carta endereçada ao governador do estado, João Doria, com alguns dos argumentos de Mogi das Cruzes contra a instalção de um pedágio em Mogi das Cruzes.

Desde maio passado, o jornal O Diário publica a série de relatos de liderança políticas e sociais contra a praça de cobrança prevista no edital de licenciamento internacional em andamento e baseado em um estudo feito pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo, a Artesp.

O projeto de concessão das estradas litorâneas inclui Mogi das Cruzes, sem que a cidade tenha aceitado o empreendimento considerado como arbitrário por motivos como a falta de investimento na Mogi-Dutra, e as intervenções no trânsito local com a passagem dos veículos.

Ao Governo do Estado

Pedágio em Mogi das Cruzes – Benefício ou problemas? De forma negativa e sem consulta a população de forma clara e precisa, a ARTESP e o Governo do Estado fazem a proposta de implantação de pedágio no trecho que sai do litoral e vai até a Rodovia Ayrton Senna, que se subdivide em duas partes : SP-88, a Mogi-Dutra e SP-98, a Mogi-Bertioga, o que irá causar um grande impacto socioeconômico e ambiental nas questões de mobilidade urbana, pois recorta o acesso ao município por cobrança de pedágios (ágio), em uma estrada historicamente construída por Mogi das Cruzes, inaugurada em 7 de maio de 1972. 

Mas também prejudica as atividades de mineração, rural, industrial e de comercio além na circulação de veículos e ônibus realizada por moradores, trabalhadores e estudantes dos bairros periféricos de Mogi e cidades vizinhas. Ou seja, o município fica à mercê da ARTESP, para poder circular suas mercadorias e pessoas, pagando um ágio, igual aos das cidades medievais, em um curto trecho de rodovia de menos de 10 km. A instalação do pedágio em um trecho da Mogi- Dutra de 14,7 quilômetros prejudicaria vários bairros e a porção Norte do município, locais como Novo Horizonte, Aruã, Moralogia, interligação com Suzano, entre outros.

Além da interferência na Serra do Itapeti, considerada uma área ambiental vulnerável, que desde 1985, pela Lei 4529, e por outras leis estaduais e municipais, vem sendo tratada com área de fragilidade ambiental, pois temos várias espécies de flora e fauna únicas a serem preservadas.   

As características gerais e físicas trechos apresentados pela ARTESP e sem projeto claro, somente em propostas com criação de dez passarelas e sete viadutos e pontes, rampas de escape, acostamentos, duplicação em um trecho de 7,8 Km, demostram a clara intenção de enclausuramento da rodovia neste trecho de serra entre a Rodovia Ayrton Sena e Mogi ,e demostram a preocupação de ser obrigatório a passagem pela praça de pedágio (cobrança do ágio de uso da estrada), com obras inúteis não necessárias a quem circula atualmente na rodovia, impedindo a circulação dos moradores e de mercadorias e serviços dentro do município, o que causaria um grande impacto econômico e social. Sendo que a modelagem econômica e financeira , realizada pela ARTESP se baseia nos estudos de Engenharia de Tráfego de Estudo e Impactos Socioambiental, e de aprimoramento da malha viária, dita como essenciais para o trecho, não apresenta dados claros dos fluxos e do impacto econômico e social na população, e da circulação diária de veículos particulares de moradores e de trabalhadores , de ônibus municipais e intermunicipais e de caminhões. E de mercadorias que entram e saem do município. que circulam nesta via de acesso a Mogi. Enclausura-se a estrada, impedindo o acesso a Mogi com oneração clara de que circular dentro do município tem que ser pago ágio. E sem deixar claro quem vai ganhar com isto, pois o valor arrecado não vem para o município, pois nem ela mesma foi informada de forma oficial disto. Voltamos ao período medieval: se tomam decisões sem a clara participação da população.

Ana Maria Sandim
Professora, arquiteta e membro de entidades como 
a Associação dos Engenheiros de Mogi das Cruzes

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