Seu cabelo começou a cair após um período de estresse? Entenda o que pode estar acontecendo
Encontrar muitos fios no travesseiro, no banho ou na escova pode assustar, principalmente quando a queda surge algumas semanas ou meses depois de um período de estresse intenso. Em muitos casos, porém, o organismo está respondendo a um episódio que alterou temporariamente o ciclo de crescimento dos cabelos. Esse quadro é conhecido como eflúvio telógeno. […]
04/09/2026 13h02, Atualizado há 1 hora
Encontrar muitos fios no travesseiro, no banho ou na escova pode assustar, principalmente quando a queda surge algumas semanas ou meses depois de um período de estresse intenso. Em muitos casos, porém, o organismo está respondendo a um episódio que alterou temporariamente o ciclo de crescimento dos cabelos.
Esse quadro é conhecido como eflúvio telógeno. No entanto, essa queda acentuada de cabelo nem sempre acontece imediatamente após o gatilho. O intervalo pode fazer com que a pessoa nem associe uma coisa à outra.
“É comum o paciente perceber uma queda importante semanas ou alguns meses depois de um período de estresse, uma doença, uma cirurgia ou uma perda significativa de peso. Isso acontece porque o ciclo do cabelo é alterado e uma quantidade maior de fios entra simultaneamente na fase de queda“, explica o médico especialista em transplante capilar Dr. Alan Wells, referência internacional e criador da técnica de transplante capilar sem raspar os cabelos.
Cuidado com dietas muito restritivas e emagrecimento rápido
Dietas muito restritivas e perdas rápidas de peso podem representar um estresse para o organismo. A redução importante da ingestão de calorias e nutrientes pode interferir no ciclo capilar e contribuir para a queda.
“Quando existe emagrecimento acelerado, precisamos avaliar como foi conduzido o processo e se houve deficiência nutricional. Não é apenas o número de quilos perdidos que importa, mas também a qualidade da alimentação e as condições clínicas do paciente”, ressalta o especialista.
Nem toda queda de cabelo significa calvície
O eflúvio telógeno costuma provocar uma queda mais difusa, enquanto algumas alopecias apresentam padrões específicos e progressivos. Por isso, identificar apenas a quantidade de fios que estão caindo não é suficiente para determinar a causa.
“Precisamos observar o padrão da queda, a densidade dos cabelos e o histórico do paciente. Uma queda difusa e temporária pode ter um comportamento completamente diferente de uma alopecia androgenética, por exemplo. São situações que precisam ser diferenciadas durante a avaliação”, orienta o Dr. Alan Wells.

O cabelo pode voltar a crescer após o eflúvio telógeno
Quando o gatilho é identificado e não existe outra doença associada, o eflúvio telógeno costuma apresentar recuperação gradual. O crescimento, entretanto, não acontece de um dia para o outro. “O folículo não desaparece simplesmente porque o cabelo caiu. Em muitos casos de eflúvio telógeno, ele continua capaz de produzir um novo fio. A recuperação acontece progressivamente e pode levar meses; por isso, é importante ter paciência e acompanhar a evolução”, afirma o médico.
Quando a queda de cabelo precisa ser investigada?
Queda persistente, redução progressiva da densidade, falhas localizadas, alterações no couro cabeludo ou ausência de melhora ao longo do tempo são sinais que justificam uma avaliação especializada. “Se a queda continua por muito tempo, existem áreas ficando mais aparentes ou o paciente percebe que os fios estão progressivamente mais finos, não devemos assumir que seja apenas estresse. Existem diferentes tipos de alopecia e, quanto antes identificarmos a causa, mais cedo podemos iniciar o tratamento adequado”, conclui Dr. Alan Wells.
Por Sarah Carvalho