Greve dos funcionários da Caixa afeta atendimento nas agências do Alto Tietê
Atendimento presencial foi paralisado, mas clientes ainda podem acessar os serviços online
10/09/2026 17h14, Atualizado há 1 hora
Greve ocorre em nível nacional | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em estado de greve nesta quinta-feira (10) por tempo indeterminado. No Alto Tietê, a paralisação afeta o atendimento presencial nas agências de cinco cidades, segundo o Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e região.
As agências de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Biritiba Mirim permaneceram fechadas durante todo o dia, já Salesópolis realizou atendimento parcial, conforme divulgado pelo sindicato. Os canais digitais da Caixa funcionam normalmente.
A paralisação ocorre em nível nacional após a assinatura da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Trabalhadores do Banco do Brasil aderiram a mobilização de forma parcial, mas no Alto Tietê a greve afeta apenas as agências da Caixa.
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Em nota enviada ao O Diário, a Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) informou que a CCT foi assinada nesta quarta-feira (9) pelas 245 entidades sindicais de bancários e bancos e abrange 171 bancos brasileiros, 414 mil bancários, que trabalham em cerca de 3,6 mil municípios de todo o país.
O documento tem vigência até 31 de agosto de 2028 e garante a reposição integral da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acrescida de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos, aplicado aos salários e a todas as verbas remuneratórias, como Vale-Alimentação (VA), Vale-Refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.
A convenção inclui ainda medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos trabalhadores, além de um programa de qualificação e recolocação profissional.
No entanto, os bancários cobram pontos negociados nos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT). Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.
Entre os temas negociados, estão a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que rege a segurança e a saúde no ambiente profissional; o combate a metas de trabalho consideradas “abusivas” pelos funcionários; e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis. Os trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico negociados desde junho em 13 rodadas.
De acordo com o sindicato, as negociações seguem nesta quarta-feira (10). Foi convocada uma nova assembleia para quinta-feira (11), das 16h às 23h.
Em nota, a Caixa informou que “mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”.
*Com informações de Agência Brasil.