Professor procurado por estupro de vulnerável é preso em Itaquaquecetuba
Homem atuava como professor eventual em uma escola estadual do município; em nota, a Seduc-SP informou que não houve relato de qualquer situação envolvendo o acusado e estudantes da unidade
11/09/2026 16h37, Atualizado há 1 hora
1º DP de Itaquaquecetuba | Reprodução/Google Maps
A Polícia Militar prendeu, nesta quinta-feira (10), um homem, de 33 anos, procurado por estupro de vulnerável em Itaquaquecetuba. Ele atuava como professor eventual em uma escola estadual do município e foi localizado em uma residência após uma denúncia anônima, segundo informações da polícia. Durante a abordagem, ele teria dito, ainda, estar ciente do mandado de prisão em aberto.
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O crime ocorreu em 2021 e, segundo a polícia, o homem relatou que a vítima é irmã de sua ex-companheira e tinha 12 anos na época dos fatos.
A redação de O Diário procurou a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e questionou a pasta sobre a atuação do homem. A Seduc-SP confirmou que o homem era contratado como professor eventual há dois meses e que seu contrato foi extinto. Ainda em nota, a Seduc-SP informou que não houve relato de qualquer situação envolvendo o acusado e estudantes da escola.
“A Unidade Regional de Ensino (URE) de Itaquaquecetuba repudia todo e qualquer ato de abuso ou assédio, dentro ou fora do ambiente escolar. […] A equipe escolar será acompanhada pelo Conviva regional em conjunto com os profissionais do programa Psicólogos nas Escolas, que oferecerão todo o apoio necessário, diante da sensibilidade do caso. A URE de Itaquaquecetuba e a unidade escolar estão disponíveis para esclarecimentos das autoridades e à comunidade”, diz a nota.
O Diário questionou, também, como foi dado o processo de contratação do professor. Ainda em nota, a Seduc-SP afirmou que “a contratação do professor ocorreu em conformidade com os procedimentos administrativos vigentes para atuação docente eventual na rede estadual de ensino”. Segundo a pasta, o homem participou do processo seletivo por meio de edital público e foi aprovado nas etapas previstas, sendo necessária a apresentação da documentação exigida para contratação, entre ela as certidões de antecedentes criminais das esferas estadual e federal.
“Na ocasião da contratação, não havia qualquer impedimento legal ou registro que desabonasse sua situação perante os órgãos competentes. Não existindo mandado de prisão expedido em seu desfavor naquele momento”, diz a nota.
A Seduc-SP informou, ainda, que tomou conhecido do mandado de prisão na quinta-feira (10), quando o homem foi preso, e iniciou o encerramento do vínculo contratual.
“A URE reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o rigor no cumprimento dos procedimentos administrativos que regem a contratação de profissionais da educação”, finaliza a nota.
Segundo as informações do mandado de prisão, expedido na quarta-feira (8) pela 1º Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de São Miguel Paulista, e do boletim de ocorrência, o homem foi condenado a 11 anos e 8 meses meses reclusão, a serem cumpridos no regime inicial fechado e com a possibilidade de recurso em liberdade. Após a abordagem, ele foi conduzido ao 1.º DP, onde o delegado de plantão elaborou o Boletim de Ocorrência de captura de procurado.
- *Matéria com participação de Geovanna Albuquerque