Móveis planejados vão além da estética: veja 6 dicas para acertar no projeto
Na hora de decorar a casa, escolher os móveis costuma ser uma das etapas mais empolgantes. Entre tantas opções, os planejados chamam atenção pela possibilidade de aproveitar melhor os espaços e deixar cada ambiente mais organizado. No entanto, para que o investimento realmente faça diferença no dia a dia, o projeto precisa ir além da […]
14/09/2026 18h02, Atualizado há 1 hora
Na hora de decorar a casa, escolher os móveis costuma ser uma das etapas mais empolgantes. Entre tantas opções, os planejados chamam atenção pela possibilidade de aproveitar melhor os espaços e deixar cada ambiente mais organizado. No entanto, para que o investimento realmente faça diferença no dia a dia, o projeto precisa ir além da beleza e considerar a rotina de quem vai utilizar o móvel.
O arquiteto Gabriel Senna, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unime Lauro de Freitas, afirma que, antes de escolher cores e acabamentos, é importante considerar como o espaço será utilizado. “Um móvel planejado eficiente não é apenas aquele que ocupa todo o espaço disponível. Ele precisa facilitar a rotina. Antes de desenhar o projeto, é importante entender o que será guardado, com que frequência esses objetos são utilizados e quem vai acessar cada compartimento”, explica.
Abaixo, o especialista destaca algumas dicas para fazer o móvel planejado funcionar de verdade na rotina. Confira!
1. Pense no que realmente precisa ser guardado
Para definir o número de portas e gavetas, faça o levantamento dos objetos que ficarão no móvel. Roupas, eletrodomésticos, livros, utensílios e itens de uso diário possuem tamanhos e necessidades de armazenamento diferentes. A ideia é evitar dois problemas comuns: espaço desperdiçado ou armários cheios de compartimentos que não atendem às necessidades reais dos moradores.
2. Deixe à mão o que é usado todos os dias
Objetos de uso frequente devem ficar em locais de fácil acesso. Na cozinha, por exemplo, panelas, pratos e utensílios utilizados diariamente podem ser organizados próximos às áreas de preparo. No quarto, roupas e acessórios usados com mais frequência podem ocupar as gavetas e prateleiras mais acessíveis.
“A organização deve acompanhar a frequência de uso. Não faz sentido colocar um objeto utilizado todos os dias em um compartimento de difícil acesso enquanto aquilo que quase nunca é usado fica na altura das mãos”, orienta o especialista.
3. Atenção à disposição das tomadas
Televisão, cafeteira, forno elétrico, carregadores, aspirador de pó e outros equipamentos precisam de pontos de energia adequados. Definir a localização das tomadas depois que o móvel já está instalado pode resultar em fios aparentes, extensões e adaptações que comprometem tanto a estética quanto a funcionalidade. O projeto do mobiliário deve conversar com o projeto elétrico do ambiente.

4. Considere a altura de quem vai usar
Um móvel pode ser perfeitamente adequado para uma pessoa e pouco funcional para outra. Altura dos moradores, idade e limitações de mobilidade são aspectos que podem influenciar a definição de bancadas, armários, prateleiras e gavetas. Em uma casa com crianças ou idosos, por exemplo, a acessibilidade e a segurança também precisam entrar na conta.
5. Observe a circulação
Aproveitar cada centímetro não significa ocupar todos eles. Portas, gavetas e armários precisam abrir sem bloquear passagens ou bater em outros móveis. Em ambientes pequenos, esse cuidado é ainda mais importante. A profundidade do móvel e o espaço necessário para circulação devem ser avaliados em conjunto.
6. Pense na manutenção
Materiais, puxadores, revestimentos e acabamentos também precisam ser escolhidos considerando a rotina da casa. Em ambientes que acumulam mais gordura, umidade ou sujeira, por exemplo, superfícies fáceis de limpar podem fazer diferença. O mesmo vale para casas com crianças ou animais de estimação.
O arquiteto ressalta que tendências devem ser avaliadas antes de seguidas. “Portas sem puxadores e nichos abertos, entre outros diferenciais, podem não caminhar juntos à funcionalidade em alguns ambientes”, conclui o especialista.
Por Camila Crepaldi