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Apae de Mogi lança projeto no setor de Equoterapia

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Mogi das Cruzes fez o lançamento do projeto Reabilitação através da Equoterapia, na manhã desta segunda-feira (28), no Núcleo Rural, localizado no bairro do Caputera, com a presença da diretoria da instituição e representantes da Prefeitura de Mogi das Cruzes e da Câmara Municipal. Agora, […]

Por O Diário
28/06/2021 17h00, Atualizado há 59 meses

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Mogi das Cruzes fez o lançamento do projeto Reabilitação através da Equoterapia, na manhã desta segunda-feira (28), no Núcleo Rural, localizado no bairro do Caputera, com a presença da diretoria da instituição e representantes da Prefeitura de Mogi das Cruzes e da Câmara Municipal.

Agora, a Apae de Mogi da Cruzes começa a selecionar as 30 crianças que estarão aptas a participar do projeto, a partir dos 3 anos a 12 anos (incompletos) de Mogi das Cruzes e Região do Alto Tietê.

Atualmente, o setor de Equoterapia atende 80 pessoas, com idades de 3 anos a 18 anos. As vagas devem ser preenchidas por um grupo de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que já aguardam contemplação em projetos anteriores da instituição mogiana. O projeto terá início em 1 de julho.

O recurso do projeto é proveniente do Governo Federal, por meio de isenção fiscal do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD). A empresa financiadora é a Bayer do Brasil.

A coordenadora da área da Saúde da Apae de Mogi, Aldri Maria Lourenço Rodrigues, fala sobre essa seleção: “Temos uma fila de espera de crianças com TEA. Entre 25 a 30 crianças aguardam por atendimento. Elas vão ser avaliadas pelo neurologista, embora já tenham o diagnóstico de TEA. Porém, isso não quer dizer que todas estejam aptas para fazer parte deste projeto. Vamos permitir que essas crianças sejam atendidas de alguma forma”, destaca Aldri.

Integram a nova equipe de Equoterapia: fisioterapeuta, psicólogo, auxiliar guia, assistente social, neurologista e auxiliar administrativo.

O gestor de projetos da Apae local, Jorge Alberto Ferreira Santos, fala sobre o objetivo do novo projeto da instituição: “Vamos ampliar o número de pessoas atendidos pela equipe multiprofissional na estimulação e manutenção das capacidades funcionais por meio da Terapia Assistida por Animais (TAA), a fim de proporcionar uma terapia diferenciada de reabilitação, visando o atendimento integral da pessoa com deficiência intelectual e múltipla”.

O presidente da entidae, João Anatalino Rodrigues, destacou que a instituição está sempre engajada na elaboração de projetos, visando uma melhora qualidade de vida aos seus assistidos. “Continuamos o nosso trabalho e estamos desenvolvendo mais projetos, ofertando, além de atendimento aos assistidos, emprego a diversos profissionais. Tudo isso é fruto de um trabalho feito, com muita seriedade, por gestões passadas, como a do João Montes, que se encontra aqui nesta solenidade”, diz João Anatalino.

 

Mais projetos

Os outros projetos que já estão em desenvolvimento são: o ‘Tecnologia Assistida’ (que terá o uso de tablet como comunicação alternativa para a Educação da pessoa com deficiência intelectual), o ‘Emprego Apoiado’ (voltado para a inclusão da pessoa com deficiência para o mercado de trabalho por meio de cotas), o ‘Boca Feliz’ (direcionado para a saúde bucal) e ‘Jardim Sensorial e Estimulação’ (iniciativa que propõe a adaptação de espaço sensorial).

O ‘Tecnologia Assistida’ é o que está mais adiantado, de acordo com o gestor de projetos Jorge Alberto Ferreira Santos: “No momento, estamos em busca de dois profissionais, um Terapeuta Ocupacional (TO) e um fonoaudiólogo. São eles que irão desenvolver a plataforma e fazer o trabalho de preparação e condicionamento da comunicação da pessoa com deficiência com o ambiente em que ela está inserida”. Este projeto vai proporcionar o desenvolvimento da comunicação, principalmente da pessoa com paralisia cerebral.

“Essa comunicação irá expressar as vontades e os desejos, a partir do tablet, da pessoa que não fala ou tem o movimento limitado. Se ela não escreve, com um pequeno movimento, ele conseguirá acionar um botão no tablet e pedir: ‘quero água ou alimento’. O software foi desenvolvido pela Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (FATEP) e os equipamentos foram doados pelo padre Dorival Aparecido de Moraes, que na época era o pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus, no Alto do Ipiranga.

A entidade

A Apae de Mogi, com 52 anos de fundação e certificada com o ISO 9001, é uma instituição sem fins lucrativos, com serviços prestados aos munícipes de Mogi das Cruzes e de outras cidades da região (Guararema, Biritiba Mirim, Salesópolis e Poá). A Organização atende, atualmente, 680 pessoas com deficiência múltipla e intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como suas famílias, nas áreas da Educação, Saúde e Assistência Social. O telefone para mais informações é (11) 4728-4999. 

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