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7 erros que fazem você perder dinheiro com milhas aéreas e como evitá-los

Acumular pontos no cartão de crédito e milhas em programas de fidelidade pode trazer diferentes vantagens, desde que esses benefícios sejam utilizados com planejamento. Mais do que ter um saldo elevado, saber quando e como usar os pontos pode fazer diferença para aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pelos programas e evitar que parte desse potencial […]

Por Edicase Conteúdo
17/09/2026 18h02, Atualizado há 1 hora

Acumular pontos no cartão de crédito e milhas em programas de fidelidade pode trazer diferentes vantagens, desde que esses benefícios sejam utilizados com planejamento. Mais do que ter um saldo elevado, saber quando e como usar os pontos pode fazer diferença para aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pelos programas e evitar que parte desse potencial seja desperdiçada.

Segundo Aloysio Rebello, fundador da Go Miles Club e especialista em gestão estratégica de milhas aéreas, um dos principais equívocos é enxergar as milhas apenas como um benefício eventual. “Quando existe planejamento, os pontos deixam de ser algo que simplesmente fica parado na conta e passam a ser um recurso que pode ser utilizado de maneira estratégica. O primeiro passo é entender o que você tem, onde está acumulado e qual é o seu objetivo”, explica.

A seguir, Aloysio Rebello lista 7 erros comuns ao lidar com pontos e milhas e como evitá-los. Confira!

1. Deixar os pontos expirarem

Pontos e milhas podem ter prazo de validade, dependendo das regras de cada programa. Por isso, acumular sem acompanhar as datas pode resultar na perda de um saldo construído durante meses ou até anos. A recomendação é consultar periodicamente os programas utilizados e acompanhar não apenas o saldo, mas também a validade dos pontos. Criar lembretes pode ajudar a evitar que eles expirem sem utilização.

2. Transferir os pontos do cartão sem estratégia

Nem sempre transferir imediatamente os pontos do cartão de crédito para uma companhia aérea é a melhor escolha. Promoções de transferência bonificada podem aumentar significativamente a quantidade de milhas recebidas. “O consumidor muitas vezes transfere por impulso porque recebeu uma comunicação do programa. Antes de tomar a decisão, é importante analisar a promoção e, principalmente, saber para que aquelas milhas serão utilizadas”, orienta Aloysio Rebello.

3. Comprar apenas para acumular pontos

Mudar hábitos de consumo ou realizar uma compra desnecessária exclusivamente para ganhar pontos pode transformar uma estratégia de economia em gasto. Os programas de fidelidade devem ser utilizados como complemento de despesas que já fariam parte do orçamento. A lógica é aproveitar melhor o consumo necessário, e não consumir mais para gerar milhas.

4. Usar milhas sem comparar o valor da passagem

Encontrar uma passagem disponível por milhas não significa automaticamente que aquele resgate seja vantajoso. Antes da emissão, vale verificar quanto o mesmo bilhete custa em dinheiro e comparar as possibilidades. Essa análise ajuda a identificar situações em que é mais interessante preservar as milhas para outra oportunidade.

Uma mulher sorridente, sentada à mesa com um notebook, segura um cartão de crédito. Ao fundo, desfocado, um homem está sentado no sofá usando um smartphone.
Antes de trocar pontos por produtos, é importante comparar o valor do item no mercado e analisar o custo-benefício (Imagem: NDAB Creativity | Shutterstock)

5. Trocar pontos por produtos sem analisar o custo-benefício

Eletrodomésticos, eletrônicos e outros produtos aparecem frequentemente nos catálogos dos programas de fidelidade. Apesar da praticidade, é importante fazer as contas antes da troca. O ideal é comparar o valor do produto no mercado com a quantidade de pontos exigida e avaliar outras possibilidades de utilização daquele saldo.

6. Concentrar tudo em um único programa sem conhecer as regras

Cada programa possui características próprias, incluindo validade, promoções, parceiros e possibilidades de resgate. Por isso, conhecer as regras é fundamental antes de decidir onde concentrar os pontos. Também não é necessário participar de todos os programas disponíveis. A estratégia deve considerar hábitos de consumo, destinos desejados e frequência de viagens.

7. Começar a pensar nas milhas somente quando decide viajar

Esse é um dos erros mais frequentes. Quem começa a pesquisar pontos e milhas apenas quando já escolheu destino e data pode encontrar menos alternativas. “O melhor aproveitamento acontece quando existe planejamento. Saber com antecedência que pretende viajar permite acompanhar oportunidades, organizar o acúmulo e escolher o momento mais adequado para utilizar os pontos”, afirma Aloysio Rebello.

Planejamento é mais importante do que quantidade

Para Aloysio Rebello, ter milhões de milhas não deve ser o objetivo principal. Mais importante é saber utilizar de maneira inteligente aquilo que já faz parte da rotina financeira. “Não existe uma estratégia única que funcione para todo mundo. Uma pessoa que viaja várias vezes ao ano tem necessidades diferentes de uma família que planeja uma grande viagem nas férias. A estratégia precisa partir do objetivo de cada consumidor”, conclui.

Por Carol Freitas

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