Anvisa aprova novo medicamento de uso oral para tratar câncer de mama; saiba mais
Autorização do Etcamah, à base de camizestranto, foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União
21/09/2026 11h08, Atualizado há 1 hora
Registro foi concedido à AstraZeneca do Brasil Ltda | Foto: Reprodução/Internet
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Etcamah (camizestranto), medicamento indicado para o tratamento de pacientes adultas com determinados tipos de câncer de mama localmente avançado ou metastático. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU).
O registro foi concedido à AstraZeneca do Brasil Ltda. e consta na Resolução nº 3.645/2026. O medicamento recebeu o registro de número 1.1618.0308 e será disponibilizado em comprimidos revestidos de 75 mg, em embalagem com 28 unidades.
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O camizestranto é um medicamento de uso oral e pertence à classe dos degradadores seletivos do receptor de estrogênio (SERD). A substância atua sobre o receptor de estrogênio, proteína que pode estimular o crescimento de determinados tumores de mama.
A indicação contempla pacientes adultas com câncer de mama localmente avançado ou metastático que apresentam receptor de estrogênio positivo (ER+) e receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano negativo (HER2-), além de determinadas características relacionadas à mutação do gene ESR1.
O medicamento é destinado a pacientes que desenvolveram a mutação ESR1 durante o tratamento de primeira linha com terapia endócrina combinada a um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses, conforme os critérios estabelecidos para a indicação.
Câncer de mama
O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos da doença no país.
Na estimativa anterior, referente ao triênio 2023-2025, eram previstos 73.610 casos novos por ano, número que correspondia a 30,1% dos cânceres entre mulheres.
Vale ressaltar que a Anvisa mantém uma ferramenta de consulta pública que permite verificar informações sobre medicamentos registrados, incluindo situação do produto, empresa responsável e documentos relacionados ao registro.