Apeoesp defende volta às aulas presenciais só com professores e alunos vacinados
Sem vacina em todos os professores e alunos – muitos profissionais do ensino público e privado receberão a segunda dose apenas em setembro próximo – o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) deverá ingressar com uma ação judicial contra a volta presencial de 100% da comunidade escolar em agosto, […]
22/06/2021 07h47, Atualizado há 62 meses
Sem vacina em todos os professores e alunos – muitos profissionais do ensino público e privado receberão a segunda dose apenas em setembro próximo – o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) deverá ingressar com uma ação judicial contra a volta presencial de 100% da comunidade escolar em agosto, prevista pelo Governo do Estado para após o recesso de meio de ano.
A professora Vania Pereira da Silva, coordenadora da subsede da Apeoesp de Mogi das Cruzes, alerta que uma parte dos professores ainda não estará imunizada até agosto, e que os alunos também não estarão protegidos, sobretudo os adolescentes (veja reportagem de O Diário sobre a educação na pandemia).
“Nós temos casos de alunos com a Covid, em uma escola de Biritiba Mirim, nesta semana mesmo. Não há segurança para a volta às aulas, sem todos estarem imunizados”, afirma, defendendo que o fim do ensino remoto somente deveria ser decretado após a completa imunização da população.
A entidade é contrária ao ensino híbrido, com parte das aulas presenciais e parte por plataformas digitais.
As aulas presenciais, segundo ela, estão atendendo uma minoria. No último sábado, em O Diário, a dirigente regional de Ensino, Estela Cruz, afirma que, em boa parte das escolas, cerca de 8 a 10 alunos voltaram para as aulas presenciais, obedecendo ao protocolo sanitário.
Para Vania, esse número é menor. “Tem mãe de aluno que nos procura dizendo que apenas um estudante está em sala. A maioria ainda teme voltar”, afirma.
Futuro
A professora Vânia afirma que a educação enfrenta um grave problema social, imposto pela pandemia. “Esse não é um problema da educação é um problema da sociedade”, diz, acreditando que o desequilíbrio social irá se acentuar e, um outro problema é o uso do dinheiro sem atender o estudante. “Sem esse aluno na sala de aula, os investimentos não surtem os efeitos necessários”.
Ela também afirma que a carreira profissional está ainda mais precarizada. “Muitos professores da categoria, que não possuem os mesmos benefícios dos educadores efetivos ou estáveis, desistiram do ensino estadual”, lamenta a professora.
PEC
Sobre a disparidade no atendimento aos professores efetivos, estáveis e da categoria O, e a situação de todos os demais servidores público, a entidade, aliás, está realizando uma série de ações contra a aprovaç]ão da PEC 32, que, segundo entende a professora Vânia, “irá ampliar as difíceis condições de todos os servidores públicos, com a perda de direitos e a redução dos recebimentos, inclusive de profissionais já aposentados”.
“A PEC 32 vai retirar direitos e precarizar o que já é tão desvalorizado”, alerta ela, afirmando que se hoje, já existem diferenças entre os funcionalismo, com a PEC, “isso será ainda mais aprofundado”, garante.
Saiba mais sobre o assunto.