Uma bala na agulha
Brasil necessita de inúmeras reformas
03/10/2026 16h55, Atualizado há 1 hora
Foto: Reprodução/Freepik

Em quem devo atirar? Só me resta uma bala! Peço ajuda aos cidadãos de bem. A quem devo direcionar meu último tiro? Qual é o maior monstro responsável pelos estragos que vêm ocorrendo no país e pelos desserviços aos cidadãos? Acaso são alguns prefeitos? Ou se trata de outras autoridades, como certos governadores, altos funcionários do Palácio do Planalto, gente refugiada no Congresso Nacional, fofoqueiros e maus políticos que atuam nas Assembleias Legislativas ou ainda traficantes, corruptos e parte dos integrantes do Poder Judiciário que se encontram nas três instâncias.
Além do mais, há empresários oportunistas ou os psicopatas e assassinos? Acaso serão os menores? Devo direcionar meu último cartucho aos assassinos que provocam tantos atos de violência e matam a sangue-frio ou àqueles que são omissos e nada fazem?
Há muita cumplicidade e escândalos, abandono de bairros, transportes caríssimos, desperdício de dinheiro público, baixos salários de servidores, povo desamparado, corrupção desenfreada e tráfico de influência. Em quem devo mirar? Estou abrindo trincheiras em defesa da vida! Você me acompanha? Até quando suportaremos assassinatos e friezas de seres sem alma?
Devo fazer justiça com as próprias mãos? Terei acaso que obter porte de arma (dentro da legalidade) ou me especializar em produzir coquetel Molotov? Quem é o guardião da minha casa e da minha família? A quem devo pedir socorro e proteção?
O Brasil necessita de inúmeras reformas, mas as autoridades estão de braços cruzados nos poderes que exercem, buscando somente interesses próprios. Há inúmeros projetos que estão parados ou engavetados e não se sabe quais são as causas. Existem muitos projetos na Câmara Federal e no Senado sobre alterações no Código Penal, leis sobre impunidades, reformas prisionais, redução da maioridade penal e outros projetos que não avançam pelos mais variados interesses e motivos.
Pensando bem, será melhor guardar minha última bala para a legítima defesa quando assassinos invadirem a casa do vizinho, o meu lar ou o dos meus amigos. Como só tenho uma bala na agulha, o meu tiro tem que ter precisão e não poderei errar o alvo, pois, caso contrário, estarei entregando minha alma a Deus. É, não tem jeito: o Estado quer que eu morra!
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