Notou alguma mudança na pele? Veja 4 sinais que podem indicar alterações no organismo
A pele é o maior órgão do corpo humano e pode apresentar mudanças relacionadas a fatores externos, como exposição solar e hábitos de cuidado, mas também a alterações hormonais, metabólicas e inflamatórias. Embora nem toda alteração cutânea indique um problema de saúde, algumas manifestações persistentes merecem avaliação de um dermatologista. Entre as alterações que podem […]
07/10/2026 17h02, Atualizado há 1 hora
A pele é o maior órgão do corpo humano e pode apresentar mudanças relacionadas a fatores externos, como exposição solar e hábitos de cuidado, mas também a alterações hormonais, metabólicas e inflamatórias. Embora nem toda alteração cutânea indique um problema de saúde, algumas manifestações persistentes merecem avaliação de um dermatologista.
Entre as alterações que podem chamar a atenção, estão acrocórdons, queratose pilar, mílias e hiperpigmentações. De acordo com Danielle Sampaio, dermatologista e professora do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, observar mudanças na pele é importante, mas é fundamental evitar interpretações precipitadas.
“A pele pode apresentar manifestações que estão relacionadas a diferentes condições, mas uma alteração isolada não é suficiente para estabelecer um diagnóstico. O ideal é observar a evolução, a persistência e as características da lesão e, quando houver dúvida, procurar avaliação médica”, explica.
Abaixo, confira 4 sinais na pele que podem indicar alterações no organismo!
1. Acrocórdons
Conhecidos popularmente como pequenas “pelinhas” ou verruguinhas, os acrocórdons são pequenas projeções de pele, frequentemente encontradas em regiões de dobras, como pescoço, axilas e virilha. São geralmente benignos e podem aparecer com maior frequência em algumas pessoas.
“Os acrocórdons são bastante comuns e, na maioria das vezes, não representam um problema grave. Entretanto, a presença de múltiplas lesões, especialmente quando associada a outros fatores clínicos, pode levar o médico a investigar aspectos metabólicos, como alterações relacionadas à resistência à insulina”, afirma a dermatologista.
2. Queratose pilar
As pequenas bolinhas ásperas, principalmente nos braços e nas coxas, podem ser manifestações da queratose pilar, condição bastante comum causada pelo acúmulo de queratina nos folículos pilosos. Segundo a especialista, apesar de não representar, em geral, uma condição grave, ela pode causar incômodo estético e, em alguns casos, ressecamento ou irritação.
“A queratose pilar costuma ter caráter benigno e pode estar relacionada à predisposição individual e ao tipo de pele. O tratamento depende do grau e pode envolver hidratação e produtos específicos indicados pelo dermatologista”, orienta.

3. Mílios
Os pequenos pontinhos ou “bolinhas” brancas que aparecem principalmente no rosto, inclusive ao redor dos olhos, podem ser mílias. Trata-se de pequenos cistos formados pelo acúmulo de queratina sob a pele. “Os mílios são lesões benignas e bastante frequentes. Muitas vezes desaparecem espontaneamente, mas, quando persistem ou incomodam, podem ser removidos por procedimentos realizados de maneira adequada. Não é recomendado tentar espremê-los em casa, pois isso pode provocar inflamação, infecção ou cicatrizes”, alerta a professora.
4. Hiperpigmentação
As manchas mais escuras na pele podem ter diversas origens. Exposição solar, alterações hormonais, processos inflamatórios e características individuais estão entre as possíveis causas. Algumas doenças também podem provocar alterações na pigmentação.
“É importante entender que manchas não têm todas a mesma origem. Por isso, características como localização, formato, coloração, tempo de aparecimento e evolução são fundamentais para que o dermatologista faça a avaliação adequada”, destaca Danielle Sampaio.
Quando procurar um dermatologista?
Mudanças que surgem de forma repentina, aumentam de tamanho, modificam sua aparência, apresentam sintomas ou permanecem por um período prolongado devem ser avaliadas por um profissional.
“A principal recomendação é não transformar uma informação de internet em autodiagnóstico. A pele realmente pode fornecer pistas sobre a saúde, mas é o conjunto de informações clínicas, o exame físico e, quando necessário, os exames complementares que permitem chegar a uma conclusão”, finaliza a dermatologista.
Por Camila Crepaldi